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terça-feira, 17 de outubro de 2017

10 filmes para repensar a educação



Produções nacionais e internacionais mostram inovação nas salas de aula
Mais do que entreter, alguns filmes têm o poder de inspirar. Ainda mais quando o assunto é educação. Produções nacionais e internacionais vão além do questionamento do modelo tradicional de ensino e convidam para uma reflexão sobre o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Prepare a pipoca – e um caderninho de anotações -, e confira os dez filmes que selecionamos sobre o tema:
1. Quando sinto que já sei
Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades brasileiras e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.
Duração: 78 minutos 
Ano de lançamento: 2014 (Brasil) 
Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima

2. A Educação Proibida
Gravado em oito países da América Latina, o documentário problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais em mais de 90 entrevistas com educadores. O filme é independente e foi financiado de forma coletiva.
Duração: 145 minutos 
Ano de lançamento: 2012 (Argentina) 
Direção: German Doin e Verónica Guzzo
3. Pro dia nascer feliz
O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.
Duração: 89 minutos 
Ano de Lançamento: 2006 (Brasil) 
Direção: João Jardim

4. Além da sala de aula
Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos.
Duração: 95 minutos 
Ano de lançamento: 2011 (EUA) 
Direção: Jeff Bleckner
 
5. Sementes do nosso quintal
A infância é o tema central do documentário, que foca no cotidiano da Te-Arte, uma escola infantil inovadora que foca no estímulo da criatividade infantil, e na trajetória da idealizadora Thereza Soares Pagani.
Duração: 115 minutos 
Ano de lançamento: 2012 (Brasil) 
Direção: Fernanda Heinz Figueiredo
 
6. Quando tudo começa
Em meio à miséria e à indiferença do governo francês, um professor de uma escola pública se envolve com as situações vividas pelas famílias das crianças e protesta contra as políticas sociais do país.
Duração: 117 minutos 
Ano de lançamento: 1999 (França) 
Direção: Bertrand Tavernier
 
7. Paulo Freire – Contemporâneo
Entrevistas com familiares, pedagogos e o próprio Paulo Freire apresentam o pensamento e a atemporalidade do método de alfabetização do educador.
Duração: 52 minutos 
Ano de lançamento: 2006 (Brasil) 
Direção: Toni Venturi
 
8. Tarja Branca
Tratado com seriedade, o direito de brincar é o tema deste documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.
Duração: 80 minutos 
Ano de lançamento: 2014 (Brasil) 
Direção: Cacau Rhoden
 
9. Entre os muros da escola
Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses. O longa é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa.
Duração: 130 minutos 
Ano de lançamento: 2008 (França) 
Direção: Laurent Cantet

10. Mitã
Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.
Duração: 52 minutos 
Ano de lançamento: 2013 (Brasil) 
Direção: Lia Mattos e Alexandre Basso

10 filmes inspiradores sobre educação


Precisando de um pouco de inspiração – ou talvez inquietação – para esse começo de ano? O Educ-ação, projeto sem fins lucrativos que estimula a busca de novos modelos educacionais, selecionou dez filmes sobre educação que podem ajudar nessa procura. A lista traz desde lançamentos independentes a clássicos dos anos 80, nacionais e internacionais, que questionam os projetos pedagógicos muitas vezes opressor das escolas e o papel do professor na formação do aluno. Confira os trailers – e, em alguns casos, até o filme na íntegra!

1 – A Sociedade dos poetas mortos, de Peter Weier (1989)
O longa-metragem norte-americano conta a história de um professor de poesia que dribla os valores tradicionais e conservadores da escola onde trabalha e motiva seus alunos a contestarem e serem livres pensadores.
2 – Corrida para lugar nenhum, de Vicky Abeles (2010)
Documentário mostra como a pressão da escola e da família para que os jovens sejam bem-sucedidos traz traumas psicológicos irreversíveis. O filme faz uma crítica à cultura da competitividade e da alta performance vigente na educação dos Estados Unidos.

3 – Pro dia nascer feliz, de João Jardim (2006)
Trata-se de um diário de observação da vida de adolescentes no Brasil em escolas públicas e particulares de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. O documentário flagra as angústias e inquietações dos alunos e como eles se relacionam no ambiente fundamental para sua formação.

4 – Escritores da Liberdade, de Richard La Gravenese (2007)
Em um contexto social problemático e violento, uma jovem professora que trabalha em um bairro periférico nos Estados Unidos ensina seus alunos valores de tolerância e disciplina, promovendo uma reforma educacional na comunidade.

5 – A onda, de Dennis Gansel (2008)
O filme alemão conta a história de um professor do Ensino Médio que, ao assumir um curso sobre autocracia, decide proporcionar uma experiência prática que explique os mecanismo de fascismo e poder.  No decorrer do enredo, o longa-metragem aborda o contexto de uma juventude desmotivada e descrente em um futuro diferenciado.

6 – Ser e Ter,de Nicholas Philibert (2002)
O documentário mostra a rotina de uma escola no interior da França em que crianças de várias idades dividem a mesma sala de aula, modelo educativo comum na região. Além de ressaltar a influência do educador na formação dos alunos, “Ser e Ter” abre a mente para as diversas possibilidades de educação.

7 –The Wall, de Alan Parker (1982)
Com o roteiro escrito por Roger Water, ex-Pink Floyd, “The Wall” faz uma crítica ao ensino voltado somente para a acumulação de conteúdo, sem relacioná-lo com a rotina dos alunos, e também à opressão muitas vezes exercida por professores autoritários.

8 – Waiting for Superman, de Davis Guggenheim (2010)
A crise da educação pública nos Estados Unidos é o tema central do documentário, que apresenta ainda a busca incessante dos educadores por uma saída dentro de um sistema problemático.

9 – Entre os muros da escola, de Laurent Cantet (2009)
O filme francês expõe o choque cultural e social dentro de uma sala de aula, entre professor e alunos que vivem em constante conflito.  Como sustentar um projeto pedagógico quando os estudantes não demonstram disposição e interesse é o foco da questão.

10 – A educação proibida, de German Doin (2012)
O longa-metragem argentino, produzido de forma independente e disponível gratuitamente na Internet, mostra 45 experiências de ensino não convencionais. A ideia é incentivar que se repense as metodologias, valorize a diversidade educativa, a liberdade pedagógica e curricular. Assista, na íntegra:

13 filmes para debater diversidade sexual e de gênero





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No início, falava-se em GLS. Depois, retirou-se o “s”, de simpatizante, termo que, na realidade, poderia servir como um terreno confortável para os que não tinham coragem de assumir-se como gay ou lésbica. O “b”, de bissexual, e o “t”, de travesti, logo apareceram e a sigla passou a ser LGBT. Letras que, mais que simples iniciais, visibilizam o que a sociedade quer empurrar para dentro do armário. Ao longo do tempo,  novos grupos passaram a se reivindicar e novas letras apareceram. A sigla ganhou outro “t”, de transgênero, um “i” de intersex e um “q” de queer: LGBTTIQ. Uma sigla tão grande e diversa quanto as identidades e orientações que busca representar.
Para tirar as dúvidas
O que é intersex? E queer? Ainda se usa a palavra hermafrodita? O que é correto: ‘a’ travesti ou ‘o’ travesti? Transgênero é quem muda de sexo? Uma travesti é transgênero? Qual a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual? A resposta a essas questões, muito comuns, podem ser conferidas em um neste guia técnico, feito por Jaqueline Gomes de Jesus.
O vai e vem de letras e conceitos, ao longo dos anos, entretanto, não indicam que esses grupos, ou comunidades, surgiram apenas agora. Eles sempre existiram, mas apenas nos últimos anos conseguiram fazer-se ver e ouvir. Há quem resista. Prova disso foram os recentes debates que ocorreram em diversos municípios em torno às questões vinculadas aos direitos e ao combate à violência e discriminação contra mulheres e à comunidade LGBTTIQ, durante as elaborações e aprovações dos Planos Municipais de Educação.

A discussão colocou, de um lado, aqueles que defendem que a escola tem um papel fundamental na educação sexual de crianças e adolescentes; e de outro, os que acreditam que somente a família pode educar nesse sentido – representados, sobretudo, por setores religiosos. Enquanto o primeiro grupo sustenta que é desde cedo que debates relacionados à sexualidade, papeis de gênero e tolerância à diversidade devem ocorrer, o segundo grupo afirma que trazer tais conteúdos para a escola tem o objetivo de estimular que crianças e adolescentes “escolham” ser algo diferente do que são.
Para Maria Helena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan, temas relacionados à sexualidade sempre estarão presentes na escola, quer ela queira, quer não, ainda que informalmente e nos corredores. “A sexualidade está presente na escola porque ela é um espaço de convívio social, onde as pessoas se mostram, se conhecem, interagem e porque é um espaço de aprendizagem“. Para ela, a comunidade escolar, portanto, “não tem escapatória” e precisa assumir esse desafio.
“Um jovem com um problema sexual ou que sofre por conflitos relacionados à identidade de gêneros ou orientação sexual não vai se concentrar na aula. Se a escola não olha para isso, ela sai perdendo também”, resume. Tratar desses aspectos, adequando os conteúdos a cada etapa do desenvolvimento, também é considerado fundamental dentro da perspectiva da educação integral.
Segundo Maria Helena, para que esse debate possa se dar no espaço escolar, entretanto, duas questões são fundamentais: uma é pensar em qual educação sexual necessitamos e, outra, formar docentes para que possam desempenhar tais funções.
Pensando nos desafios que docentes podem encontrar em sala de aula, e como fazer uma primeira aproximação aos temas relacionados à sexualidade, identidade de gêneros e orientação sexual, o Centro de Referências em Educação Integralselecionou filmes para serem vistos por docentes e equipes escolares. Alguns também podem ser passados em sala de aula, seguindo a orientação da classificação indicativa ao fim de cada resenha.
1. XXY (Lucía Puezo, 2006)
Essa produção argentina conta a história de Alex, uma adolescente intersex de 15 anos, cujos pais decidem se isolar em uma pequena cidade, logo após seu nascimento. Com traços fenotípicos predominantemente femininos, Alex possui, entretanto, genitais masculinos. Seus conflitos de identidade permanecem sob controle até entrar na adolescência e interessar-se por um rapaz. Alex, inicia, então, um processo de busca por sua identidade e descobertas relacionadas a sua sexualidade.
Classificação indicativa: 16 anos.
2. Tomboy (Céline, Sciamma, 2012)
Leia também a resenha do filme Tomboy, publicada pelo Centro de Referências em Educação Integral.
Em uma cidade do interior da França, Laure, 10 anos, muda com sua família, durante as férias de verão, para um novo bairro. Laure passa os dias brincando com sua irmã mais nova, ao lado do pai e da mãe, grávida de um irmãozinho. Aos poucos, vai se enturmando com as outras crianças do condomínio, dedicadas a uma rotina de brincadeiras e descobertas. Tudo perfeito se não fosse por um detalhe: Laure não se identifica como menina, mas como menino e se apresenta aos novos colegas como Michael. Os pais, ainda que bastante afetuosos, não conseguem lidar com a complexidade da situação.
Classificação indicativa: 10 anos.
3. De gravata e unha vermelha (Miriam Chnaiderman, 2015)
“Nunca fui uma mulher, mas lógico que nunca vou ser um homem”. A frase de Bianca Soares  dá uma mostra da discussão proposta pelo premiado documentário brasileiro, da psicanalista Miriam Chnaiderman. O filme traz entrevistas com diversas personalidades que, em suas histórias de vida, colocaram em perspectiva o modelo de identificação binário homem/mulher, e questionaram os estereótipos construídos para cada um dos sexos. São entrevistados o cantor Ney Matogrosso, a cartunista Laerte, a atriz Rogéria e o estilista Johnny Luxo, entre outros.
Classificação indicativa: 12 anos.
4. Laurence Anyways (Xavier Dolan, 2012)
O jovem diretor canadense Xavier Dolan, que em seus filmes sempre aborda temáticas relacionadas à diversidade sexual e identidade de gêneros, conta a história do professor de literatura Laurence, um homem que, em seu aniversário de 30 anos, revela à sua namorada que quer se tornar uma mulher e irá fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Mesmo abalada com a revelação, a namorada resolve permanecer ao seu lado. Ambientado na década de 1990, o filme mostra como o casal lida com os preconceitos de familiares, amigos e colegas de trabalho.
Classificação indicativa: 14 anos.
5. Transamerica (Duncan Tucker, 2005)
O longa conta a história de Bree, uma mulher transgênero que, uma semana antes de fazer a cirurgia de readequação sexual, descobre ter um filho de 17 anos, concebido quando ainda possuía uma identidade masculina. Orientada por sua psicóloga a buscar o filho – que está preso – antes da operação, Bree parte rumo a Nova York. No caminho de volta para Los Angeles, Bree e o jovem passam a se conhecer, convivem e, entre conflitos, buscam entender um ao outro.
Classificação indicativa: 14 anos.

6. Minha Vida em Cor de Rosa (Alan Berliner, 1997)
Este filme já é um clássico entre os que abordam identidade de gênero. Nele, o caçula da família Fabre, Ludovic, um menino de sete anos, começa a assumir uma identidade feminina. Sua família oscila entre a repressão e a aceitação. Os conflitos se intensificam quando Ludovic se maquia e veste roupas tidas como femininas, em uma festa da família. O menino passa a questionar cada vez mais sua identidade de gênero e a nutrir a ilusão de que conforme cresça, se tornará uma mulher.
Classificação indicativa: 14 anos
7. Vestido nuevo (Sergi Pérez, 2008)
“Gosto muito do dia de carnaval. É muito divertido, porque nos fantasiamos e nos deixam ir sem uniforme. Ir como queremos”. Com essa fala do pequeno Mário começa essa sensível produção, feita pela TV pública espanhola, que mostra a história de um menino, que, em um dia de carnaval, chega à escola de vestido rosa e unhas pintadas. Com apenas 13 minutos de duração, o curta traz à tona como o ambiente escolar possui um papel fundamental e formador, nesses casos. Mostra, ainda, a forma diferente como adultos e crianças lidam com a questão.
Classificação indicativa: 12 anos.
8. “Tle Light”, HolySiz (Benoît Pétré, 2014)
O vídeo, de pouco menos de 4 minutos, é na verdade um clipe de uma canção, mas pode ser perfeitamente visto como um curta-metragem. A narrativa visita o mesmo tema e ambiente de Vestido Nuevo: um menino decide, um dia, ir à escola de vestido. De novo, aparece o ambiente escolar como um espaço importante e como o olhar dos adultos, já formatados em uma lógica binária, acabam atribuindo sentidos diferentes aos das crianças. E mostra, sobretudo, que os preconceitos podem e devem ser superados.
Classificação indicativa: 12 anos
9. Contra a corrente (Javier Fuentes-Leon, 2009)
Essa sensível produção se passa em um cenário paradisíaco de uma cidadezinha da costa peruana. Miguel, um jovem pescador, espera seu primeiro filho ao lado da esposa, Mariela. Um dia, conhece ao artista plástico Santiago e inicia um caso. Miguel sustenta uma vida dupla, mas as contradições não demoram a aparecer. O filme mostra o caminho de autoaceitação percorrido pelo personagem, superando não só os preconceitos da comunidade, mas os seus próprios.
Classificação indicativa: 16 anos
 10. Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)
O premiado filme de Daniel Ribeiro poderia ser apenas mais uma obra sobre o despertar da sexualidade na adolescência, se não fosse por duas importantes variantes: Léo, o protagonista, é cego e começa a gostar de Gabriel, um estudante de sua sala, de quem se torna amigo. Claudia Mogadouro selecionou o filme em sua lista de 15 filmes nacionais para crianças e adolescentes verem em cada momento do desenvolvimento.
Segundo a especialista é uma boa obra para passar para estudantes do ensino médio. “O tema da homossexualidade pode trazer nervosismo e, com isso, piadas de mau gosto. Sem reprimi-las, sugere-se que as aproveite para discutir a homofobia em nossa cultura. O filme também trata do desejo de autonomia em relação aos pais, o que é comum entre os adolescentes. Mas a deficiência visual de Léo potencializa esse problema, dando a oportunidade de se discutir a relativa e crescente autonomia que os adolescentes vão conquistando à medida que amadurecem.”.
Classificação indicativa: 12 anos
11. Meninos não choram (Kimberley Pierce, 1999)
O filme norte-americano foi baseado em fatos reais e relata um caso de transfobia. Na obra, somos apresentados a Brandon Teena, um jovem que, biologicamente, possui um corpo feminino, mas que se identifica com o gênero masculino. Brandon muda-se para uma pequena e conservadora cidade do interior do Nebraska e, ali, apresenta-se à sociedade como homem, ocultando sua identidade trans, o que o obriga a uma vida dupla. Apaixona-se por Lana e é correspondido. A relação gera ciúmes em outros homens da cidade que descobrem sua condição de transgênero e o perseguem.
Classificação indicativa: 18 anos
12. C.R.A.Z.Y. – Loucos de amor (Jean-Marc Valleé, 2005)
Nessa comédia de costumes canadense Zac é um menino que vive com sua família em Québec, Canadá, nas décadas de 1960 e 1970. A narrativa percorre sua vida, da infância à juventude, junto a outros quatro irmãos, sua mãe e um pai machista e homofóbico. Zac sente atração por homens, mas, entre a culpa e o desejo, reprime sua homossexualidade, em busca da aprovação familiar. O filme aborda a temática com humor e possui uma trilha sonora repleta de clássicos do rock da época.
Classificação indicativa: 16 anos.
13. Milk – a voz da igualdade (Gus, Van Sant, 2009)
O premiado filme norte-americano relata a história verdadeira de Harvey Milk, um político e ativista gay que foi o primeiro homossexual declarado a ser eleito para um cargo público na Califórnia, como membro da Câmara de Supervisores de São Francisco. Milk iniciou seu ativismo opondo-se à violência policial contra a comunidade gay. O filme pode servir como um disparador para debater a questão da luta pelos direitos humanos e civis da comunidade LGBTTIQ.
Classificação indicativa: 16 anos.

10 FILMES LANÇADOS NO FESTIVAL DE CINEMA DO RIO COM TEMÁTICA LGBT


120 Batimentos por Minuto
Vencedor do Queen Palm, prêmio para o melhor filme com temática LGBT do Festival de Cannes, 120 Batimentos por Minuto é um dos favoritos a ser vitorioso por aqui também. O filme de Robin Campillo conta a história do Act Up-Paris, fundação sem fins lucrativos de luta e reconhecimento em relação à Aids, de estrema importância na década de 1990.
Me chame pelo seu nome
Já falamos algumas vezes sobre esse filme aqui no UAAlembra? O filme é baseado no livro homônimo de André Aciman e mostra o verão de um jovem, Timothée, na Riviera italiana, onde seus pais têm uma casa. De repente, um americano lindo – amigo de seu pai – se hospeda na morada. O filme toma corpo quando os dois se apaixonam. Ui!
Aos Teus Olhos
O ator Daniel de Oliveira dará vida a um professor de natação infantil que é acusado de beijar uma das crianças na boca no vestiário. Quando o ato viraliza na internet, Rubens começa a ser julgado por todos a sua volta.
God’s Own Country
Johnny trabalha diariamente na fazendo de sua família, no norte da Inglaterra. A única forma que ele encontrou de escapar da frustração foi bebendo no bar local. Até que um trabalhador romeno e interessante chega para trabalhar na fazenda, junto com ele, mexendo com suas emoções. A direção é do britânico Francis Lee.
Tom of Finland
Esse também já foi pauta por aqui. O filme conta a história do homem por trás dos desenhos homoeróticos de policiais, lenhadores e homens campestres que você com certeza já cruzou por aí. Ele começa a desenhá-los como uma válvula de escape pelo fato de ser gay no período pós Segunda Guerra Mundial, na qual ele serviu o exército.
They
A coprodução entre os Estados Unidos e o Qatar conta a história de J, um(a) pré-adolescente que tem 14 anos e não sabe bem qual gênero gostaria de seguir. Para atrasar a puberdade – e ter mais tempo para pensar –, “They”, como seu autodenomina, começa a tomar inibidores hormonais. Num final de semana, sua irmã e seu amigo iraniano Araz vêm para ajudar na decisão que mudará os rumos de sua vida.
Discreet
O que você faria caso descobrisse que o homem que abusou de você durante a infância – causador de diversos conflitos e angústias que acompanharam o seu amadurecimento – ainda está vivo? É assim que o excêntrico protagonista se sente na trama do diretor americano Travis Mathews.
Marcelo Gomes – Anatomia de um dançarino
Marcelo Gomes é um dos maiores nomes do cenário da dança no mundo. Importado do Rio de Janeiro, onde começou a estudar balé, ele já dançou nos principais palcos do mundo. O filme conta sua trajetória, dos anos de bullying na escola, por dançar, ao presente, com 37 anos, quando ele percebe que seu corpo não responde da mesma forma que fazia no auge dos 20 anos.
Sal
O curta brasileiro é baseado numa história real. Gira em torno do encontro de Márcio, um técnico de informática, e Sérgio, um arquiteto na meia-idade. Quando eles resolvem sair do virtual – onde se conheceram – para se encontrar no apartamento de Sérgio, o jogo recebe algumas pitadas de pimenta.
Alguma Coisa Assim
Há 10 anos juntos, Caio e Mari começam a questionar seus desejos e os trilhos da relação. A trama propõe reflexões sobre sexualidade, rótulos e o tempo como fator determinante num relacionamento.