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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

RESENHA: O CARTEIRO E O POETA – ANTONIO SKÁRMETA


Poucos livros conseguem oferecer uma experiência de leitura tão prazerosa como O Carteiro e o Poeta, do escritor chileno Antonio Skármeta. Em apenas dois dias, devorei as páginas dessa obra tão singela, emocionante, divertida e, ao mesmo tempo, com um final tão doloroso.
Resenha: O Carteiro e o Poeta - Antonio Skármeta
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte
O Carteiro e o Poeta é sobre a relação de Mario Jiménez, um carteiro de Ilha Negra, com o incrível poeta Pablo Neruda. O único trabalho de Mario é entregar a correspondência de Neruda, já que os outros habitantes da Ilha quase nunca recebem cartas. O carteiro então se encanta com as palavras do poeta e pede sua ajuda para que o ensine a usar metáforas, a fim de conquistar sua amada Beatriz González. O relacionamento dos dois aos poucos se torna uma grande amizade, perdurando até os momentos finais da vida de Neruda.
O livro é recheado de bom humor e a linguagem – levemente jornalística – traz uma singela homenagem ao poeta que foi tão aclamado no Chile. Além disso, Skármeta apresenta como pano de fundo o momento político conturbado do país, desde o período em que Allende é eleito presidente até sua morte, com o golpe militar de Pinochet.
Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:
No começo da narrativa, Mario é um jovem ingênuo, mas com o passar dos anos se torna um homem diferente, mais maduro, mas que nunca deixa de se importar com Neruda, muito menos de sentir saudade do poeta. Neruda sempre viajava, morava fora, mas acabava retornando para Ilha Negra, seu lugar favorito, à beira do mar.
Resenha: O Carteiro e o Poeta - Antonio Skármeta
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte
Também conferimos no livro alguns trechos de poemas inspiradores, como esse abaixo:
Eu volto ao mar envolto pelo 
Resenha: O Carteiro e o Poeta - Antonio SkármetaTítulo original: Ardiente Paciencia
Autor: Antonio Skármeta
Editora: Record
Número de páginas: 176
Ano: 2017
Gênero: Romance
Nota: 

resenha Crítica | Amityville: O Despertar (2017)

Amityville: The Awakening, de Franck Khalfoun
Quando a internet não era um recurso acessível lá atrás, era até fácil para os estúdios contornarem a má publicidade advinda de comentários sobre os adiamentos de suas produções. Como hoje se sabe muito bem, cancelar o lançamento de um filme é quase sempre um sinal de que as coisas não deram certo em um estágio, indo desde a refilmagens de material até uma péssima resposta apresentada diante do produto final.
Mesmo quem for ao cinema assistir “Amityville: O Despertar” sem dar uma googlada, notará logo nos créditos iniciais pobres e na música feita a toque de caixa que os acompanham que havia mesmo uma razão para esconder o filme por mais de dois anos e meio: a sua estreia nos cinemas americanos estava agendada para acontecer em 2 de janeiro de 2015.
A verdade é que não se podia esperar algo de muito bom de “Amityville: O Despertar”. Palco para um dos crimes mais chocantes da história, Amityville serviu de sustentação para uma dezena de versões ficcionais, todas elas falhando em causar ao menos uma parcela minúscula do desconforto do caso real.
Diretor e roteirista, o francês Franck Khalfoun ao menos tenta inovar. No seu “Amityville: O Despertar”, estamos em um plano quase metalinguístico, no qual a família de Belle (Bella Thorne) se muda para aquela que é de fato a casa em que Ronald DeFeo Jr. executou toda a família com tiros de espingarda enquanto era aparentemente possuído por uma entidade demoníaca.
Excetuando Belle, todos têm a ciência do endereço maldito, mas Joan (Jennifer Jason Leigh), mãe de Belle, ignorou os fatos porque era a única possibilidade de continuar viabilizando o tratamento do seu filho James (Cameron Monaghan), em estado vegetativo após um acidente. Mas eis que as janelas e as portas começam a fechar sozinhas, as moscas a dominar os cômodos e os vultos a cercarem James, que aos poucos passa a sair do estado de inércia.
Amigo de Alejandre Aja (“Alta Tensão”, “Viagem Maldita”), Franck Khalfoun é adepto de um horror explícito em sua violência, misteriosamente castrado em “Amityville: O Despertar”. Acaba precisando priorizar o drama familiar, desleixado principalmente na relação que ela apresenta com a fé no divino. Seria melhor ter convertido o personagem de Thomas Mann em protagonista, que presenteia o público com a melhor cena do filme, na qual promove na casa de Belle uma sessão das 3:15 do “Horror em Amityville” original.
Data:
Filme:
Amityville: O Despertar
Avaliação:
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Resenha Crítica | mãe! (2017)

mother!, de Darren Aronofsky
Não se pode dar muita credibilidade aos casos de vaias no Festival de Veneza, com parte de seu corpo de imprensa local sempre entusiasmado em desdenhar dos filmes em seleção. No entanto, é possível compreender perfeitamente quem urrou contra “mãe!”, bem como aqueles que foram mais cordiais ao aplaudi-lo.
“mãe!” é a obra mais divisiva da carreira de Darren Aronofsky e surpreende que um grande estúdio tenha bancado um projeto underground em proposta. A mim, não me agradou bem um pouco. Isso até surgir um ponto de virada a partir de sua metade final que definitivamente ressignifica muitas coisas. Bem como em “Fonte da Vida” e “Noé“, Aronofsky versa sobre conceitos bíblicos e os subverte para algo contestador. Comento um pouco mais sobre isso no vídeo a seguir, com o alerta de spoiler marcado para você que prefere embarcar na experiência totalmente no escuro.
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Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

Agatha Christie, o fenômeno de massa que conquistou a academia

Agatha Christie, o fenômeno de massa que conquistou a academia

No dia 15 de setembro de 1890, nascia a Dama do Crime; Veja quais são os livros indispensáveis da autora.

Nenhuma outra escritora atingiu níveis de venda e excelência tão altos como a inglesa Agatha Christie. Unindo 80 romances, 19 peças de teatro e milhões de fãs no mundo inteiro, a criadora do detetive belga Hercule Poirot já vendeu 4 bilhões de livros. Hoje, 97 anos após a publicação de seu primeiro romance: O misterioso caso de Styles, ela é tema de disciplina na melhor universidade do país.
O professor Jean Pierre Chauvin é o responsável pela disciplina-optativa que iniciou em 2015 e recebeu recorde de inscritos, com três vezes mais alunos do que o máximo permitido na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Chauvin, que tem uma extensa pesquisa sobre a autora, lança no próximo dia 25 o livro Crimes de festim – Ensaios sobre Agatha Christie. Segundo ele, apesar do sucesso de venda, ainda há muito pouco material de estudo aprofundado sobre a romancista disponível no país. “Ela claramente bebe da fonte de autores como Conan Doyle e Allan Poe, mas com contornos muito mais complexos do que era apenas um crime; Há uma forte ambientação descritiva, sutilezas e até mesmo conceitos freudianos nas personagens”, explica.
Agatha Christie convence os leitores com seu estilo irônico e narrativa extremamente acessível. Antes de ser escritora, durante a Primeira Guerra, ela trabalhou como farmacêutica o que lhe proporcionou bom conhecimento sobre venenos. Além disso, era uma mulher extremamente culta. Em plena era vitoriana, tocava piano, falava outras línguas e foi pioneira em um estilo literário nada comum para mulheres na década de 1920. “Ela foi muito criticada. Principalmente por Edmund Wilson que fez duras críticas, na época, a suas tramas na revista The New Yorker. Talvez por machismo ou preconceito, mas fato é que ele odiava”, diz.
Para o professor, há dois fatores fundamentais na obra: a estética, que apesar de ser cultura de massa, não perde em nada em qualidade narrativa e o fator social com retratos morais e físicos de todos os personagens e suas complexidades. “Ela foi um furacão, quando o Poirot finalmente morre, sai um obituário no Times. É um fenômeno de cultura tão forte que ganha personalidade fora dos livros”, finaliza.

Dos livros para o cinema

Neste ano, em novembro, estreia a nova adaptação para o cinema do célebre “Assassinato no Expresso Oriente”. A expectativa entre os fãs já é grande e pôde ser sentida durante a Bienal do Rio deste ano. A editora HarperCollins produziu um minicenário da autora, simulando uma estação de trem onde passaram mais de 15.000 pessoas para tirar fotos.
A HarperCollins ainda produziu uma edição especial do livro com sobrecapa com a imagem do pôster do filme. “As histórias de Agatha Christie conseguem apresentar a crueldade dos crimes com um grau de refinamento que poucos autores conseguiram replicar com tanta maestria. Ela foi, com certeza, um de nossos best-sellers no estande da Harper. O Expresso do Oriente é, naturalmente, é um ótimo ponto de partida para iniciar na obra da autora, ao lado de Morte no Nilo e A Mansão Hollow“, indica Omar Souza, publisher da HarperCollins Brasil.

Veja seis obras para celebrar o aniversário da escritora e mergulhar em seu universo do crime:


O Assassinato de Roger Ackroyd

Essa é a primeira indicação do professor Jean Pierre Chauvin para emergir nas histórias da Dama do Crime. Um dos primeiros grandes sucessos de Agatha Christie, também é considerada a sua obra-prima por ter um desfecho surpreendente e controverso que desprezou as convenções vigentes do romance policial. “Esse foi o meu primeiro romance dela, ficava até de madrugada lendo e extremamente espantado. O narrador é extremamente ambíguo, o que deixa a narrativa ainda mais curiosa para quem ler com atenção”, revelou.

O misterioso caso de Styles

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial.
O misterioso caso de Styles

Poirot perde uma cliente

Todo mundo culpava um esperto cão terrier pelo acidente da srta. Emily Arundell, causado por uma bola de borracha deixada na escada. Mas quanto mais ela pensava no ocorrido, mais convencida ficava de que alguém estava tentando matá-la.
Poirot perde uma cliente

Assassinato no Expresso Oriente

Segundo Chauvin, Agatha Christie conhecia muito bem o trem de longa distância e consegue descrever com maestria todos os detalhes da viagem. Na história, a viagem do glamoroso Expresso Oriente é interrompida durante a noite após o trem ser bloqueado por uma nevasca. Pela manhã, um dos passageiros é encontrado morto com múltiplas facadas. A neve intocada fora da cabine sugere que o assassino está no trem, o que deixa todos a bordo sob suspeita.

O Caso dos 10 Negrinhos ou E não sobrou nenhum

Neste angustiante clássico, dez pessoas são convidadas a passar o fim de semana em uma ilha por um anfitrião desconhecido. No entanto, eles começam a morrer, um a um, conforme os versos de um poema infantil. O pânico e a desconfiança vão tomando conta quando os que restaram percebem o óbvio: um deles é o assassino.

A casa torta

Nos arredores de Londres, há uma mansão com uma inusitada característica: ela é torta. É ali que o milionário octogenário Aristide Leonides mora com a esposa, cinquenta anos mais jovem, além de filhos, noras, netos e uma cunhada, irmã da primeira mulher. Quando a polícia descobre que o patriarca foi envenenado, todos os habitantes da casa se tornam suspeitos, e a discórdia passa a imperar entre os membros da família.
A casa torta

From My Heart: Uma Biografia de Verdades

Você pode não saber, mas no Brasil há um embaixador da Dama do Crime. O nome dele é Tito Prates e em 2016 ele lançou a biografia Agatha Christie From My Heart – Uma Biografia de Verdades. Livro que ganhou a indicação de ninguém menos que o neto e administrador da obra da escritora, Mathew Prichard. Nas palavras do próprio professor Jean, Tito é mais que um fã, é um profundo conhecedor da carreira artística e pessoal de Agatha, tendo uma memória incomparável sobre suas histórias.
Agatha Christie From My Heart – Uma Biografia de Verdades

E você, qual livro da escritora mais marcou a sua vida? Compartilhe conosco!

Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Esqueça o Amanhã #01

Autora: Pintip Dunn
Título original: Forget Tomorrow
Tradução: Ryta Vinagre
Série: Forget Tomorrow 
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Onde encontrar: AmazonBR | Submarino 

| Livro cedido em parceria com a Editora Galera Record | 

Sinopse: Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso... Ou, no caso de Callie, uma assassina. Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.

Demorei para receber esse livro e demorei um pouquinho mais para conseguir lê-lo, porque sempre que eu conseguia mais de 30 páginas, algo acontecia e eu precisava desfocar. Finalmente, nesse feriado, tive o tempo que precisava para mergulhar nesse novo universo. Portanto, estou aqui para apresentar Esqueça o amanhã, uma distopia futurística com uma pegada de magia. Vamos lá? 
"- Callie? Feliz Véspera da Memória. Que a alegria do futuro a ampare pelas provações do presente." Logan p. 14
Callie, ou 28 de outubro, está a um dia de receber sua memória do futuro. Isso mesmo, a sociedade em que vive está tão avançada tecnologicamente que foi possível receber imagens de um futuro. "A única diferença é que de fato temos provas de que o futuro existe. Quando rezamos, não é para deus nenhum, mas para o Destino em si e o curso predeterminado que ele estabelece." Callie, p. 17

Esse fragmento do futuro, no entanto, não conta a história toda. Por isso, é dever das entidades governamentais garantir com que tudo ocorra da melhor maneira possível para que a memória se concretize! "- A realização, pintinho. O objetivo da AMFu é garantir que nossas memórias se tornem realidade." Sully, p. 105 As crianças e os adolescentes aprendem desde cedo a abrirem suas mentes para que a memória apareça de forma mais fluida possível. Callie não poderia estar mais ansiosa. Por isso, no dia 27 de outubro, ela resolve dar uma volta com sua irmã mais nova, Jessa. Nisso, descobrimos que poderes psíquicos existem nessa sociedade. Porém, eles não são nem um pouco aceitos. E, olha lá, a pequena Jessa consegue ver o futuro. Este é um segredo que precisa permanecer longe de olhos e ouvidos oficiais.


Callie, portanto, está disposta a tudo para proteger sua irmã. Até mesmo ir para a cadeia. É. No dia 28 de outubro, Callie recebe sua memória. Nela, nossa protagonista mata a pequena Jessa. Incapaz de aceitar tal realidade, ela se entrega para a polícia. Na prisão, veremos cada vez mais como esse sistema sistema funciona.
"- Você matou sua irmã? Pelo mãe do Destino. Quem é você?" Willian, p. 39
Porém, o que vemos não é exatamente uma prisão: é o Limbo. Nenhuma das pessoas que está lá cometeu crime algum, apenas receberam um chip que contém a memória do futuro, na qual elas são agressivas. Isso é o suficiente para te chutarem do convívio social, mas não para uma prisão. Como Callie se desfez de seu chip enquanto fugia com Logan, ninguém oficialmente sabe o que Callie viu. Portanto, os cientistas de lá começarão a fazer uns testes, na tentativa de arrancar a memória à força. 
"- Vamos dar alguns dias para ela se recuperar, depois tentaremos de novo. Vamos continuar tentando até que ela entregue a memória. Até ela inalar tanta fórmula a ponto de se esquecer do que é real e do que não é." Dr. Barrow, p. 81
O tempo que permanece no Limbo nos apresenta no novas linhas de enredo, percebemos que o sistema é falho. E que nem todos na sociedade recebem um tratamento justo. É aí que começamos a perceber os novos desdobramentos de uma luta por justiça. E não poderíamos falar dessas loucuras sem citar Logan Russell. "Logan Russell está me arrastando para a margem. Salvando a minha vida em todos os sentidos da expressão." Callie, p. 140 

Nós o vemos rapidamente no começo, descobrindo aos poucos o que aconteceu entre ele e Callie para que os dois não se falassem por cinco anos. Não entendemos completamente, porém sabemos que está relacionado com seu irmão, Mikey, o qual foi levado por conta de seus poderes. Por isso, e apenas por isso, Callie confia nele. E então temos a história mais louca, cheia de conspirações e segredos que você poderia esperar. Além, é claro, daquele romance gostosinho que você respeita.
"- E se você puder mudar seu futuro?
- Mas a presidente disse que isso era impossível.
- Ela mentiu. Todo nosso sistema socioeconômico é baseado em memórias do futuro que se tornam realidade, então é claro que ela precisa dizer isso." Logan e Callie, p. 47
Depois do Limbo, conhecemos a Resistência. Um grupo de pessoas com poderes paranormais, as quais seriam assassinadas pelo sistema, que não está nem um pouco confortável com a ideia de deixar instituições corruptas no poder. Callie e seus novos - e ainda desconhecidos - poderes terão um papel em todo esse novo cenário político. "'Poderes' parece uma palavra forte demais. Eu não consigo ver o futuro nem fazer as coisas flutuarem. No máximo, sou uma câmera digital mais caprichadinha." Callie, p. 87 E lá, ela poderá entender um pouco mais a respeito de quem foi seu pai e como o mundo funciona.

A ideia de que uma sociedade possa rodar baseada nas memórias do futuro é incrível. Porém: seres humanos, como sempre, estão aí para estragar todas as coisas legais que a tecnologia tem para nos oferecer. Leiam Esqueçam o amanhã! Com sorte, Remember Yesterday e Seize Today (os outros dois livros oficias da trilogia) chegarão em breve em nossas estantes. Estou realmente ansiosa!
" - Você não acha que sou um monstro?
- O único monstro aqui é a sua memoria do futuro. Ela rouba sua paz e faz você duvidar de quem é. Eu te conheço, Callie, e você é cheia de amor." Callie e Logan, p. 156