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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

resenha Crítica | Amityville: O Despertar (2017)

Amityville: The Awakening, de Franck Khalfoun
Quando a internet não era um recurso acessível lá atrás, era até fácil para os estúdios contornarem a má publicidade advinda de comentários sobre os adiamentos de suas produções. Como hoje se sabe muito bem, cancelar o lançamento de um filme é quase sempre um sinal de que as coisas não deram certo em um estágio, indo desde a refilmagens de material até uma péssima resposta apresentada diante do produto final.
Mesmo quem for ao cinema assistir “Amityville: O Despertar” sem dar uma googlada, notará logo nos créditos iniciais pobres e na música feita a toque de caixa que os acompanham que havia mesmo uma razão para esconder o filme por mais de dois anos e meio: a sua estreia nos cinemas americanos estava agendada para acontecer em 2 de janeiro de 2015.
A verdade é que não se podia esperar algo de muito bom de “Amityville: O Despertar”. Palco para um dos crimes mais chocantes da história, Amityville serviu de sustentação para uma dezena de versões ficcionais, todas elas falhando em causar ao menos uma parcela minúscula do desconforto do caso real.
Diretor e roteirista, o francês Franck Khalfoun ao menos tenta inovar. No seu “Amityville: O Despertar”, estamos em um plano quase metalinguístico, no qual a família de Belle (Bella Thorne) se muda para aquela que é de fato a casa em que Ronald DeFeo Jr. executou toda a família com tiros de espingarda enquanto era aparentemente possuído por uma entidade demoníaca.
Excetuando Belle, todos têm a ciência do endereço maldito, mas Joan (Jennifer Jason Leigh), mãe de Belle, ignorou os fatos porque era a única possibilidade de continuar viabilizando o tratamento do seu filho James (Cameron Monaghan), em estado vegetativo após um acidente. Mas eis que as janelas e as portas começam a fechar sozinhas, as moscas a dominar os cômodos e os vultos a cercarem James, que aos poucos passa a sair do estado de inércia.
Amigo de Alejandre Aja (“Alta Tensão”, “Viagem Maldita”), Franck Khalfoun é adepto de um horror explícito em sua violência, misteriosamente castrado em “Amityville: O Despertar”. Acaba precisando priorizar o drama familiar, desleixado principalmente na relação que ela apresenta com a fé no divino. Seria melhor ter convertido o personagem de Thomas Mann em protagonista, que presenteia o público com a melhor cena do filme, na qual promove na casa de Belle uma sessão das 3:15 do “Horror em Amityville” original.
Data:
Filme:
Amityville: O Despertar
Avaliação:
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