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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

7 curiosidades sobre “O Corvo” de Poe

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Ontem, dia 29 de janeiro, o poema mais famoso de Edgar Allan Poe fez aniversário de 171 anos, pois exatamente em 29 de janeiro de 1845, a obra foi publicada pela primeira vez (com o nome de Poe como autor – antes ele havia publicado o poema sob o pseudônimo de Quarles, no jornal The American Review) no jornal de New York chamado New York Evening Mirror. Graças à publicação de O Corvo foi que Poe tornou-se mais famoso no meio literário, pois não demorou muito para o poema chegar ao conhecimento de outros grandes escritores e artistas da época. Porém, apesar do sucesso de seu mais famoso poema, o escritor não chegou a ter grandes recompensas financeiras por seu trabalho e continuou a viver em meio a sérias dificuldades. Ainda assim, foi um dos pontos altos da carreira de Poe e até os dias de hoje continua a ser considerado por muitos leitores como a obra-prima do autor ou, se não tanto, uma de suas melhores e mais marcantes obras.
Enfim, para celebrar o aniversário 171 anos do Corvo, listamos 7  breves curiosidades abaixo. Veja a lista e comente se souber de algo mais sobre o poema que não estiver mencionado por aqui!
1. O Corvo quase foi um papagaio!
De acordo com o próprio Poe, a ave do poema poderia ter sido um papagaio ou outro animal falante. No ensaio A Filosofia da Composição, em que Poe disseca o poema, contando como o escreveu e cada passo do planejamento minucioso de sua obra, o escritor diz que a ideia era que o refrão fosse dito por uma criatura irracional, o que o levou à ideia de um animal que falasse – primeiro, ele pensara em um papagaio, mas não era sombrio o suficiente. Até que ele, felizmente, chegou à ideia de usar um corvo falante, pois corvos são conhecidos como aves que trazem mais presságios e por isso a ave combina melhor com o tom melancólico do poema. Porém, não foi uma ideia tão nova assim, como veremos na curiosidade a seguir.
2. Poe pegou emprestado o corvo falante de Charles Dickens
O corvo de Poe foi inspirado no personagem Grip, o corvo falante do romance Barnaby Rudge de Charles Dickens, Poe inclusive escreveu uma resenha sobre esse romance (publicada na Graham’s Magazine em fevereiro de 1842 – leia aqui a resenha em inglês), na qual parece um tanto animado com a ideia de um personagem ser um corvo falante, e Poe comenta que o corvo deveria ter um tom mais profético e menos cômico (parece que ele fez isso com seu poema, não?). Além disso, há semelhanças entre trechos do romance de Dickens com o corvo e o poema de Poe.
3. Corvos realmente podem dizer “Nevermore”! 
Ok, não é uma curiosidade diretamente ligada ao poema, mas qual leitor nunca quis ver e ouvir um corvo realmente dizendo “nevermore”? Veja abaixo o vídeo!
4. O poema foi detalhadamente planejado detalhe por detalhe e tem 108 versos
Conforme Poe explica no ensaio A Filosofia da Composição, ao escrever essa obra, ele planejou tudo desde o tom – melancólico, o tema – a morte de uma bela mulher e o efeito que queria causar no leitor, para o qual utiliza a repetição do refrão “Nevermore”, por diversos motivos, como pela sonoridade fechada e negativa da expressão (segundo Poe, o som do “ó” cria uma sonoridade fechada e mais pesada para os versos, o que não funciona nas traduções para português, pois “Nunca mais” tem um som aberto, de “ais” e não o som fechado originalmente pretendido pelo poeta). Além disso, o poema tem a extensão de 108 versos que, de acordo com  escritor, é um tamanho perfeito, nem muito curto, para que haja tempo para criar a atmosfera e enfatizar o efeito, e nem muito longo, para ser lido em uma só sentada e ter um efeito de uma só vez.
5. Foi traduzido por diversos grandes escritores
O sucesso de Poe na Europa se deve muito às traduções de sua obra para o francês, feitas por grandes poetas como Stéphane Mallarmé e Charles Baudelaire! Veja aqui a tradução de Baudelaire para o francês, Aliás, tradução esta que foi utilizada por Machado de Assis – um dos maiores, se não o maior nome da literatura nacional – para traduzir o poema para o português. Outra tradução muito famosa para o português é a de Fernando Pessoa que segue mais a estrutura do poema original e consegue manter bem a atmosfera também, apesar de tirar o nome de Lenore por completo do poema Machado conseguiu deixar o nome, como Lenora, mas tornou a estrutura um pouco mais diferente. Veja aqui as duas traduções comparadas.
6. E também foi ilustrado por grandes artistas!
Não só escritores se apaixonaram pelo poema de Poe, como também pintores. O que prova isso é que não muito depois da publicação da obra, muitos grandes pintores já ilustraram os versos de Poe, entre eles John TennielGustave Doré e Édouard Manet.
  John Tenniel (1858)
 Gustave Doré (1884)
  Édouard Manet (1875) para a tradução de Le Corbeau de Mallarmé
Além de artistas contemporâneos que fazem ilustrações maravilhosas também, como David G. Forés (primeiras três ilustrações) e Abgail Larson (últimas 3 ilustrações).
7. E também foi lido, recitado e gravado por grandes atores, como vimos nessa lista aqui no Literatortura!



(Baseado no artigo: http://mentalfloss.com/article/70095/9-mournful-facts-about-edgar-allan-poes-raven)

fonte: http://literatortura.com/2016/01/7-curiosidades-sobre-o-corvo-de-poe/

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