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domingo, 31 de janeiro de 2016

Resenha: O Príncipe da Névoa – Carlos Ruiz Zafón

 Olá leitores do Sobre Livros! Enquanto catalogava meus livros, me peguei desejosa para ler O Príncipe da Névoa, mesmo não lido sequer sua sinopse. Isso porque as evito com o mesmo ardor que evito me expor ao sol sem protetor solar, já que em inúmeras sinopses somos golpeados com spoilers, que com o intuito de chamar nossa atenção, acabam por nos tirar o prazer da surpresa.
Então foi assim que iniciei minha leitura. Não tendo a menor noção do que me aguardava em O Príncipe da Névoa – que ganhei da Luciana, obrigada! – mas com o coração cheio de expectativa, por ser um livro escrito pelo grande Carlos Ruiz Zafón.
O livro abre-se com uma nota do autor muito interessante. O próprio Zafón explica o que o motivou a escrever o livro e em que circunstancias. Nesse momento tornei-me ainda mais fã, afinal é deleitável quando alguém do garbo de Zafón assume suas carências, somente os sábios e inteligentes são capazes disso. O ego fala alto demais aos arrogantes.
Zafón nos conta em sua nota que escreveu O Príncipe da Névoa para participar de um concurso de literatura juvenil, foi seu primeiro romance publicado. E ele afirma ainda que ao escrever, não sabia muito bem as diferenças necessárias para alcançar cada público… E esse desabafo foi bem norteador para a leitura a seguir.
Capa O principe da nevoa_14x21cm.inddO Príncipe da Névoa nos apresenta a história de Max, um garoto curioso e corajoso. Sua família precisou se mudar para o litoral, para uma cidade pequena, em decorrência a segunda grande guerra. Como todo garoto, ele se ressente pelo fato de sair da cidade que cresceu e que conhece bem. Distanciar-se de seus amigos e superar as adversidades impostas pelo desconhecido estremece o coração desse personagem gentil.
Max tem duas irmãs – ele é o filho do “meio”. Seu pai, um relojoeiro entusiasmado e sonhador, propõe a mudança como uma grande aventura repleta de oportunidades. A mãe é mais pessimista e descrente, mas nem por isso menos encantadora.
Tentando se adaptar e descobrir tesouros na casa de praia em que agora vivem, Max acorda muito cedo e se depara com um cenário bem sombrio. Atrás da casa, cercado pelo mato alto está uma espécie de cemitério de estátuas. Isso é, com o capim tomando conta do jardim, as estátuas adquirem uma aparência sombria.
Mas não é somente o desleixo em que se encontra o jardim que apavora na cena ao alvorecer. Max tem certeza que viu uma estátua em forma de palhaço mudar de posição. Com um arrepio percorrendo a coluna, o garoto volta correndo para casa sem saber o que pensar da situação pavorosa.
Um mistério aterrador abarca aquela casa. Sente-se na pele que algo terrível pode acontecer a qualquer minuto e Max não ficará parado esperando coisas nefastas acontecerem. Investido de coragem e determinação, Max procura ligar os pontos para compreender o que aconteceu com a família que vivia antes deles naquela casa.
Uma história sombria que reuniu muitos dos meus pavores em poucas folhas, 180 páginas que nos envolvem e não permitem que paremos de ler. Li o livro de um único fôlego, tomada pela emoção e curiosidade.
É incrível a empatia que desenvolvi pelos personagens, o Max é o irmãozinho caçula que sempre quis ter. A narrativa nos arrebata, e o sonho ficcional não se quebra até terminamos o livro.
A edição está aprazível. A capa está linda, a diagramação confortável. Indico o livro não somente para os leitores juvenis, mas para todos que gostam de uma boa história de fantasmas. Boa leitura!

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