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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

7 Livros em que os animais são os verdadeiros protagonistas


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Os animais não são capazes de contar suas histórias por meio de palavras, então alguns escritores ousaram usar sua imaginação para dar voz a esses seres. O mais incrível é que ao ler essas histórias descobrimos que temos muitas coisas em comum com outras espécies, e que não estamos tão distante quanto pensávamos de nossos irmãos, sejam eles mamíferos, répteis ou peixes.
A lista é pequena, mas decidi agrupar aqui livros que não trazem apenas uma observação descritiva sobre os animais, mas que contam histórias surpreendentes sobre essas criaturas. Nas narrativas abaixo podemos encontrar lições sobre alteridade, ou metáforas para atitudes e comportamento
s humanos.

1. Cujo (Cão raivoso)

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Sabemos que umas das coisas que Stephen King faz com maestria é dar vida para qualquer coisa – e nos assustar mesmo assim. Cujo é a história de um São Bernardo que costumava ser um ótimo cachorro, até ser mordido por um morcego e contrair raiva. Depois disso ele se transforma em um ser realmente ameaçador.  Os problemas começam quando uma mãe e um filho que estão passando por uma complicada situação familiar acabam presos dentro de um carro, enquanto o cachorro espreita do lado de fora.

2. O cemitério

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Como foi dito, Stephen King realmente sabe dar vida a criaturas assustadoras, sejam elas sobrenaturais ou não. Neste romance acompanhamos a história do médico Louis Creed e de sua família, incluindo seu gato, Church.
Eles se mudam para uma casa nova, e logo descobrem que ao lado de sua propriedade existe um cemitério de animais. Em pouco tempo uma grande tensão começa a surgir, e Louis é tomado por um grande terror ao descobrir que o cemitério não é aquilo que parece, e que poderes ocultos relacionados à vida após a morte estão presentes ali. O livro é um dos mais populares entre os amantes de terror e chegou a inspirar uma música criada pela banda Ramones (Pet Sematary) e um filme.

3/4. O chamado selvagem + Caninos brancos

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Jack London é um dos maiores escritores de língua inglesa, e de uma maneira muito consciente e poética soube transcrever duas incríveis aventuras sob o olhar de um cão. Em O chamado selvagem o autor narra a história de Buck, um cão doméstico que vivia tranquilamente até ser roubado e vendido pelo jardineiro da casa onde morava. Uma nova vida começa então para Buck, em que ele deve puxar trenós e trabalhar arduamente, em meio à escassez de alimento e à hostilidade dos outros cachorros. Aos poucos o cão vai se dando conta do instinto que ainda persiste nele e traça um caminho de volta a vida selvagem.
Já em Caninos Brancos a história segue o caminho reverso. Acompanhamos um lobo e seu processo de domesticação. Ambos os livros inspiraram Christopher McCandless, protagonista do filme Na natureza selvagem, em sua busca pela liberdade e retorno a natureza.

5. A vida de Pi

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O romance de Yann Martel conta a história do garoto indiano Pi Patel, que cresceu rodeado pelos animais no zoológico que sua família administrava.  Em um determinado momento os pais de Pi decidem se mudar, e ele embarca em um navio com sua família e alguns dos animais, até que um acidente ocorre e o navio naufraga. Pi sobrevive mas se vê preso em um pequeno bote com uma hiena, um orangotango e um tigre – O incrível Richard Parker. Durante a narrativa acompanhamos a relação de angústia, luta e confiança entre um garoto e um tigre, que nos surpreende por sua determinação. O livro é recheado de metáforas, e uma das histórias mais belas já escritas sobre a conexão entre ser humano e animal.


6. A revolução dos bichos

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No clássico de George Orwell, acompanhamos a história dos animais de uma fazenda, que são muito mais conscientes e sensatos do que supomos. Na narrativa que pode ser descrita como uma fábula ou sátira, encontramos em cada um dos animais – cavalo, porco, cachorro, vaca – um setor da sociedade moderna. E é impossível não se emocionar, sentir revolta, ou encontrar coincidências com certas figuras históricas. O livro foi escrito durante a Segunda Guerra Mundial e continua sendo um dos livros mais importantes para entender a configuração da nossa sociedade, ao retratar de maneira tão crítica a manipulação e a dominação social.


7. Tubarão

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O clássico filme Tubarão de 1975, dirigido por Steven Spielberg foi baseado no romance de Peter Benchley que em pouco tempo se tornou um best-seller. Nessa história de horror e suspense é possível observar a reação dos seres humanos diante de uma ameaça muito mais grandiosa e poderosa do que nossa tecnologia. A história fez tanto sucesso que redefiniu a forma como nós encaramos o oceano. O livro acabou contribuindo para a construção da imagem negativa sobre tubarões, mas por outro lado trouxe à tona o fascínio que temos por essas criaturas tão incríveis, mostrando que ainda temos muito para aprender sobre elas.
O autor, Peter Benchley, era tão fascinado por esses animais que se tornou um dos maiores ativistas contra a matança de tubarões.
Revisado por Juliana Skalski

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

10 Sequências de Best-Sellers


É possível ressuscitar o detetive Hercule Poirot com toda a sua astúcia? O que dizer de reviver Drácula sem a pena sinistra de Bram Stoker? Criar um personagem de sucesso nos livros é um feito para poucos. Há alguns tão atraentes que nos sentimos miseráveis quando o último livro de uma série acaba, no caso de o autor original já não estar mais entre nós. Mas você sabia que há vários casos de livros famosos que ganharam sequências criadas por autores alternativos?
Por mais estranho que pareça, a história está recheada de continuações para livros inesquecíveis, seja porque a obra caiu em domínio público ou os herdeiros dos direitos autorizaram uma retomada. Em alguns casos, as continuações são bem aceitas pela crítica e continuam a conquistar gerações de leitores. Em outros, são jogadas na sarjeta do esquecimento.
A seguir, selecionamos 10 sequências que nasceram de um sucesso, mas escritas pelas mãos de segundos autores. Confira aí e diga qual você achou mais estranha.
A Casa de seda - Anthony Horowitz
1- A Casa de Seda – Anthony Horowitz
O britânico Anthony Horowitz é um apaixonado confesso por Sherlock Holmes. Tem várias inserções na literatura policial e juvenil, além de onze episódios da série de TV Agatha Christie’s Poirot e também um romance para a franquia James Bond. Em A Casa da Seda (Zahar, 2012), Horowitz faz as vezes de Arthur Conan Doyle numa trama que se passa em Londres, em novembro de 1890. O livro foi o primeiro a ser oficialmente reconhecido pelo Conan Doyle Estate, que administra o legado do autor. Horowitz disse que levou longos três segundos para aceitar o convite da organização! Assim, “A casa da seda” foi lançado em homenagem aos 81 anos da morte de Conan Doyle.

2 – Morte em Pemberley – P. D. James
Imagine uma das principais escritoras policiais sequenciando uma das maiores autoras clássicas inglesas. Pensou em P. D. James e Jane Austen? Acertou. A baronesa do crime retoma a atmosfera de Orgulho e Preconceito, avança um pouco no tempo, e nos oferece um enredo daqueles! Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy se casaram, tiveram dois filhos e têm tudo para viverem felizes para sempre em sua propriedade rural. Até que assassinam o cunhado de Elizabeth… Morte em Pemberley (Cia das Letras, 2013) traz a aristocracia, seu glamour e suas intrigas. Nossos amáveis personagens não estão apenas envolvidos em gravatas e echarpes, mas cobertos também por um manto de mistério.
Scarlett - Alexandra Ripley
3 – Scarlett – Rhett Butler
“Francamente querida, eu não dou a mínima”. Será que Rhett Butler repetiria a clássica frase de E o Vento Levou… para Alexandra Ripley? Afinal, a romancista norte-americana escreveu a primeira sequência oficial do relato épico da Guerra de Secessão, originalmente criada em 1936 por Margaret Mitchell. O livro é a continuação da saga, mostrando como a vida seguiu para a temperamental Scarlett O’hara, Rhett Butler e Ashley Wilkes. Apesar de ter agradado o público – o livro vendeu 6 milhões de cópias -, a história foi rejeitada pela crítica. Scarlett saiu em 1991 pela Editora Record.
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4 – A Garota na Teia de Aranha – David Lagercrantz
Fenômeno editorial da última década, a série Millennium vendeu cerca de 100 milhões de exemplares no mundo desde o primeiro volume, Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O sueco Stieg Larsson, jornalista e ativista pelos direitos humanos, utilizava o tempo livre para criar as histórias com a alucinante Lisbeth Salander, expondo violências sofridas pelas mulheres e uma heroína disposta a lutar por elas. Larsson morreu antes da publicação do primeiro livro e sem imaginar o tamanho do sucesso que conquistaria. Em 2015, seus herdeiros autorizaram uma continuação para a até então trilogia, liberando o volume 4 com A Garota Na Teia de Aranha (Cia das Letras, 2015). A sequência foi escrita pelo também jornalista sueco David Lagercrantz, e causou polêmica principalmente por não ter tido o aval da viúva Eva Gabrielsson. Um dos lançamentos mais populares do ano – foram vendidos duzentos mil exemplares só na primeira semana nos Estados Unidos -, o livro deve ser adaptado para o cinema pela Sony Pictures.
Dracula - Morto Vivo - Drace Stoker
5 – Drácula – O morto-vivo – Drace Stoker e Ian Holt
Veja o sobrenome! Sim, Dacre Stoker é sobrinho-bisneto de Bram Stoker, o irlandês que publicou Drácula em 1897. Para dar sequência ao clássico gótico, Dacre pesquisou documentos e anotações não aproveitadas pelo bisavó, encontradas no Museu Rosenbach (Filadélfia). Também usou o título que Bram originalmente pensou para o clássico. Ambientada em 1912, a trama tem até uma aparição do “pai” do vampiro. Publicado em 2010 pela Ediouro, o livro vem com ilustrações de Ian Holt.
James Bond Books
6 – James Bond, a série
O espião James Bond é uma criação do escritor e jornalista britânico Ian Fleming. O agente secreto mais famoso do mundo ganhou vida em 1953, com Cassino Royale, e todo ano Fleming escrevia uma nova história do personagem. Foi assim até 1966, quando o autor morreu de ataque cardíaco. Desde então, vários autores escreveram sequências para a franquia, como Kingsley Amis, John Edmund Gardner, Raymond Benson, Sebastian Falks, Jeffery Deaver e William Boyd. O cinema foi o terreno onde Bond mais brilhou e, após todas as tramas originais serem adaptadas, a série passou a produzir filmes com roteiristas que procuraram manter o estilo de Fleming. Parece que deu certo.
Os Crimes da Monogamia - Sophie Hannah
7 – Os Crimes do Monograma – Sophie Hannah
Recolocar o detetive Hercule Poirot em cena e agradar aos milhões de fãs de Agatha Christie são tarefas que deveriam compor os doze trabalhos de Hércules! A inglesa Sophie Hannah aceitou o desafio em Os Crimes do Monograma, lançado em 2014 pela Nova Fronteira. Ao contrário do que se possa imaginar, o detetive não reaparece em tempos modernos mas sim em 1929, investigando crimes misteriosos no coração de Londres. Ao seu lado está o policial Edward Catchpool, o equivalente ao Capitão Hastings, o parceiro original. A sequência foi autorizada pelos herdeiros de Agatha mas dividiu opiniões entre os fãs, que não viam uma nova história com o detetive desde a morte da escritora, em 1976.
A Volta do Poderoso Chefão -  Mark Winegardner
8 – A Volta do Poderoso Chefão –  Mark Winegardner
Quem não conhece os Corleone, essa família simpática, repleta de gente que não aceita quando as coisas contrariam seus interesses? Mario Puzo fez história ao trazer à tona mafiosos que não apenas matam e se livram dos corpos de seus desafetos. Eles se casam, têm filhos, são religiosos! É difícil não se apaixonar por personagens tão sanguíneos e sanguinários, que nos foram apresentados  nos anos setenta e chegaram às telonas nas décadas seguintes. Muitos fãs esperavam que Puzo retomasse a história, mas ele não mostrou interesse. Antes de morrer em 1999, ele autorizou Mark Winegardner a fazer a sequência, que saiu em 2005 pela Editora Record.
60 anos depois - do outro lado do campo de centeio - Fredrik Colting
9 – 60 Anos Depois – Do Outro Lado do Campo de Centeio – Fredrik Colting
Em qualquer lista de livros obrigatórios do século 20, encontraremos O Apanhador no Campo de Centeio, um clássico de J.D.Salinger que ajudou a inventar a adolescência norte-americana. Criou fama pelo protagonista, o personalíssimo Holden Caulfield, e por levar o escritor ao seu completo isolamento. Salinger virou um bicho do mato, e isso alimentou uma série de lendas em torno dele. O fato é que, nesta sequência, Fredrik Colting junta criador e criatura num mesmo enredo. Imagine o sempre jovial e rebelde Holden na pele de um velhinho que simplesmente deixa pra trás o lar de idosos e parte atrás de mais uma aventura.
A Loura de Olhos Negros - Benjamim Black
10 – A Loura de Olhos Negros – Benjamim Black 
Quem gosta de romances policiais certamente conhece o detetive Philip Marlowe, o mais durão da literatura (mais que Dirty Harry!). Marlowe é uma criação de Raymond Chandler, e no cinema foi vivido por Humphrey Bogart. Fato é que Chandler morreu em 1959, mas seu detetive continua vivíssimo. Benjamin Black é o nome, ou melhor, o pseudônimo do responsável pela volta de Marlowe. Em A Loura dos Olhos Negros (Rocco, 2014), o escritor irlandês recria a Los Angeles dos anos 1950, narrando a investigação de um misterioso desaparecimento. Tem clima noir, hipocrisia e femme fatale, combinação ao estilo de Marlowe & Chandler. Em tempo: Benjamin Black é, na verdade, John Banville, vencedor do prêmio Príncipe das Astúrias em 2014. Tem gabarito ou não para fazer um revival de Marlowe?