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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Os Mortos Vivos, de Peter Straub.

Os Mortos Vivos, de Peter Straub.

Os Mortos Vivos foi o primeiro livro de Peter Straub que li. Ouvi falar do autor principalmente devido a sua parceria com Stephen King, nos livros O Talismã e A Casa Negra. Não cheguei a ler tais obras, mas ainda sim resolvi conhecer algo do autor. E não me arrependi. Os Mortos Vivos entrou, facilmente, na lista dos melhores do gênero que já li.

Fala sobre um grupo de velhos (chamada Sociedade Crowder) que se reúne em uma data específica, todos os meses, para se postarem em frente a uma gigantesca lareira e contarem histórias de terror vividas por eles. Tudo vai bem até o momento em que segredos do passado e os próprios fantasmas de suas histórias voltam à tona, com o intuito de destruir não apenas a Sociedade Crowder, mas toda a cidade de Millburn, onde vivem.

O livro é absolutamente poderoso em seu enredo, seus personagens e seu suspense. O texto fluente e o tratamento denso e complexo dos personagens mostram uma inevitável semelhança com Stephen King. O autor também utiliza recursos de metalinguagem. De vez em quando a narrativa passa para o diário de um homem chamado Don Wanderley, que no decorrer da história você irá saber de quem se trata.

Apesar de suas 531 páginas, eu só tenho a lamentar uma coisa: que o livro e a convivência com os moradores de Millburn tenham acabado. Um livro que vale a pena. Para os amantes do terror, não pode faltar na estante.

Nota: 9/10

Autor da resenha: Flávio Assunção Filho




Leia mais: http://bibliotecasombria.webnode.com.br/products/os-mortos-vivos-de-peter-straub1/

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Orgulho e Preconceito e Zumbis

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Quem não teve uma má reação ao tomar conhecimento de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, que atire a primeira pedra. Inicialmente, a ideia de que um clássico de Jane Austen, que já inspirou tantos enredos (as histórias de Bridget Jones, o filme bollywoodiano “Noiva e Preconceito”, e várias reinterpretações no teatro e na literatura), consegue ter zumbis e guerreiros marciais sem abrir mão da personalidade original de seus personagens e, ainda, ser prazeroso de ler/assistir parece absurda. Essa foi a luta do escritor e roteirista Seth Grahame-Smith (roteirista de “Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros”, o que não nos surpreende) ao inserir a Inglaterra regencial de Jane Austen num contexto apocalíptico-zumbi e fazer tudo parecer ter sentido. Em 2016, seu universo de mortos-vivos e espadachins foi adaptado para o cinema com nomes conhecidos da indústria britânica-hollywoodiana como Lily James (Cinderela, Downton Abbey), Sam Riley (Malévola), Lena Headey (Game of Thrones), Matt Smith (Doctor Who), Douglas Booth (Noé), Charles Dance (Game of Thrones) e Bella Heathcote (Sombras da Noite).
Apesar de alguns desacordos com o livro de Seth Grahame-Smith, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016) não deixa de ser divertido. A Inglaterra, com a expansão comercial, levou a praga zumbi das colônias para o território britânico e se encontra na constante ameaça de que a situação saia do controle. Uma muralha de 30 metros de altura foi construída cercando Londres para impedir a entrada dos mortos-vivos na capital e apenas uma ponte permaneceu como única forma de acesso. As famílias com condição mandavam seus filhos para treinar a arte da guerra no Japão e na China e tornou-se prudente morar nos campos.
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Nesse contexto, o Sr. Bennet criou suas cinco filhas para serem guerreiras e se protegerem da iminente chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, mandando-as para a China. Ao longo do filme, o patriarca deixa claro sua posição pouco tradicional ao exigir que as filhas sempre saiam equipadas e preparadas para um ataque, com frases como “mantenha sua espada tão afiada quanto sua inteligência” e “minhas filhas foram criadas para a batalha, não para as panelas”. Contudo, esses comportamentos dificultam as perspectivas de um casamento, como esperado pela Sra. Bennet.
Desenrola-se, então, o enredo que já conhecemos: Sr. Bingley, belo solteiro de fortuna, encanta-se pela filha mais velha dos Bennet, Jane, num baile em Meryton. Elizabeth, entretanto, sente antipatia pelo companheiro do recém-chegado, Sr. Darcy – exímio espadachim e caçador de zumbis, como apresentado nos primeiros minutos do filme –, que esnoba sua beleza. O baile não termina como esperávamos, uma vez que sofre um ataque de zumbis e as jovens Bennet entram em ação, colocando a casa abaixo – deixando Darcy e Bingley embasbacados.
Como no romance original, tudo gira em torno da dinâmica fugaz entre Darcy e Elizabeth, no filme interpretados por Lily James e Sam Riley. O que foi contido e controlado na obra de Austen, porém, é exteriorizado facilmente no filme. Ao invés de diálogos inteligentes e uma guerra de perspicácias, Darcy e Elizabeth sacam suas katanas e deixam transparecer toda a atração irrefutável que há entre os dois – como ocorre na cena ótima quando Darcy propõe casamento à guerreira pela primeira vez. Riley e James, interpretando dois dos personagens mais amados da literatura, têm química e perfeita sincronia. O grande alívio de “Orgulho e Preconceito e Zumbis” é a representação genuína dos personagens de Jane Austen, que poderia ser facilmente perdida num contexto tão alterado. O pároco Sr. Collins continua fazendo olhos rolarem e o Sr. Wickham faz péssimas escolhas – péssimas, no filme, em escala colossal. Outro destaque foi a Lady Catherine de Bourgh de Lena Headey, um dos maiores nomes da guerra contra os zumbis que usa um tapa-olho e passa a admirar Elizabeth Bennet após vê-la duelar com um de seus empregados. A releitura da obra de Austen é digna de ser assistida por todos, visto que une as nuances já amadas de Orgulho e Preconceito com a ação e o suspense trash do universo zumbi – que, estranhamente, combinam muito bem com vestidos de cintura alta, bailes rurais e casamentos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Hell House - A Casa Infernal, de Richard Matheson

Hell House - A Casa Infernal, de Richard Matheson

Após elaborar uma resenha sobre o livro A Assombração da Casa da Colina, de Shirley Jackson, resolvi  fazer o mesmo  com Hell House - A Casa Infernal, já que as duas obras seguem a mesma linha. É inevitável não notar  semelhanças na idéia  central,  já que em ambas há uma expedição a uma casa dita assombrada.  No entanto, os motivos  são  distintos. Enquanto  no  livro  de Shirley Jackson  um  doutor  leva pessoas  para estudar os  acontecimentos da casa e escrever um livro sobre isso, na obra de Matheson o propósito é muito mais cruel e audacioso: provar que existe vida após a morte.

Tudo começa quando um certo Sr. Deutsch, um velho milionário muito próximo da morte, resolve comprar a Mansão Belasco, que dizem ser o Monte Everest das casas mal-assombradas por quase ninguém conseguir sobreviver a uma estadia. Deutsch, querendo tranquilizar sua mente devido ao medo do desconhecido, resolve mandar três pessoas para passarem uma semana na mansão, de forma a provar a existência ou não de vida após a morte. Para isso, convoca, o Dr. Barrett, homem da ciência, cético, que tentará provar que não existem espíritos rondando o lugar; Florence Tanner, uma médium espiritualista; e Benjamim Franklyn Fischer, única pessoa que conseguiu sair viva da casa, após uma expedição ocorrida há mais de 30 anos. Os três, que receberão 100 mil dólares pelo serviço, mais Edith, esposa do Sr. Barrett, partem para a casa em busca das respostas que o milionário quer.

Posso dizer que essa obra de Richard Matheson já começa de tirar o fôlego. Desde o primeiro minuto em que os visitantes entram na casa, as manifestações acontecem, trazendo desespero, loucuras e intrigas. O cenário, por sua vez, é de uma riqueza de detalhes impressionante. Você se sente naquela casa sem janelas, sentindo a mesma sensação claustrofóbica que os visitantes sentem. Outro ponto positivo é que o autor não se atém aos detalhes. O foco é a trama e o terror, e não descrições desnecessárias que só cansam o leitor.

Vale destacar que, afora o cenário claustrofóbico e aterrorizante, temos excelentes embates entre o cientista, que tenta provar que as manifestações nada mais são que forças eletromagnéticas; e os dois médiuns, que afirmam com convicção que há espíritos malignos responsáveis por todas as ações.  As teorias de ambas as partes são altamente convincentes, o que faz com que o leitor não tome partido a favor de nenhuma delas. Posso dizer que é incrível a forma com que Matheson conduz as discussões.

Em relação aos personagens, eles são muito bem construídos. A personalidade de cada um é única. De tão claros e bem desenvolvidos, em dado momento já nos antecipamos e sabemos como cada um deles irá a reagir a uma indagação, provocação ou assombração.

Não preciso nem dizer que Hell House - A Casa Infernal honra o propósito. Nos dá terror, medo, tensão, teorias absurdamente convincentes, personalidades muito bem construídas, conhecimentos e muitas outras coisas. Em um cenário atual em que livros de terror realmente bons estão raros, eis que temos um, lançado na década de 70, finalmente traduzido e lançado em nossa língua, para limpar a alma de todos e nos mostrar que é possível sim achar um livro do gênero interessante. Só posso agradecer a Richard Matheson por me proporcionar essa excelente leitura e por ter escrito essa obra-prima do horror.

Nota: 9/10



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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Diabo Nunca Dorme, de Daniel Rhodes

O Diabo Nunca Dorme, de Daniel Rhodes
Foi uma pechincha! Menos de cinco reais em um sebo e a promessa de um terror de primeira qualidade. Já havia ouvido falar deste livro e, embora nunca tenha gostado de histórias de possessão, demônios e padres, devo admitir que O Diabo Nunca Dorme tem uma essência diferente.

Tudo começa em um pequeno vilarejo no sul da França. Reza a lenda que lá existiu um malévolo Cavaleiro Templário, chamado Guilherm de Couderval, que matava pessoas com enorme crueldade, fazia rituais em que bebia seus sangues e invocada um demônio cujo nome era Belial, o segundo anjo caído após Lucifer. Este demônio lhe dava o poder de levantar os mortos. Durante a Inquisição, Guilherm de Couderval foi morto na fogueira, mas prometeu que seu espírito iria continuar firme e cometendo as crueldades de outrora. Centenas de anos depois, um casal americano chega para uma temporada de sossego no local. Mas, assim que pisam na cidade, John McTell é atormentado pelas visões das ruínas que ficam no topo de uma montanha, onde aconteciam as crueldades de tempos antigos. Estudioso de História Medieval, McTell vai até lá e acaba descobrindo o Diário de Guilherm de Courdeval. A partir daí, se vê envolvido em uma série de acontecimentos que podem acabar com a vida de sua família e de outras pessoas da cidade.

Segredos, crueldade, assombração e demônios. O Diabo Nunca Dorme consegue nos remeter aos elementos básicos de qualquer terror. Admito que no início fiquei um tanto receoso devido a linguagem confusa - que me lembrou até mesmo o português de Portugal. Mas, passado algum tempo, você se acostuma e se vê instigado a descobrir o que vai acontecer. A leitura segue constante, com as explicações de um padre sobre o passado, o desejo de Mctell de descobrir mais sobre Guilherm de Couderval e o desespero de uma mulher que se vê atormentada por espíritos. No entanto, suspense mesmo apenas nas últimas páginas, já que a tensão vai sendo construída aos poucos.

Se o suspense é raro, a história é interessante, contante do início ao fim, mas cujo final deixa a desejar por ser confuso. O autor comete ainda alguns deslizes como furos no roteiro e a falta de explicações contundentes. No final das contas a sensação que fica é a de que faltou algo. Inclusive o final dá margem a uma continuação, mas como já fazem mais de 20 anos do lançamento original e nenhuma outra obra do autor foi lançada, então é possível acreditar que o final foi mesmo dessa forma: confuso e deveras subjetivo.

De qualquer forma, O Diabo Nunca Dorme deve ser lido para os amantes do terror. Os momentos em que o autor descreve fatos da Inquisição são excelentes e nos dá uma certa repulsa e apreensão. E o suspense que paira no ar também instiga. Acho que para um livro tão curto e barato não pode faltar na estante.

Nota: 7/10



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O Caso de Charles Dexter Ward, de H. P. Lovecraft

O Caso de Charles Dexter Ward, de H. P. Lovecraft
Para um amante dos livros de terror como eu, é de se espantar que nunca tenha me embrenhado pelo universo de H. P. Lovecraft. Motivos havia aos montes, mas na maioria das vezes eram bobagens, como não gostar de livros de contos nem de narrativas em primeira pessoa. Só que chegou um momento em que parei e pensei: se Lovecraft é um mestre que inspirou Stephen King, Clive Barker, Dean Koontz e tantos outros escritores, é porque algum motivo real existe.

E foi assim que cheguei ao livro O Caso de Charles Dexter Ward. Para meu espanto, o livro não era em primeira pessoa. Para meu maior espanto, também não era em terceira. O livro é, na verdade, um relato e não uma narrativa. Conta a saga de um arqueólogo que descobre que um de seus antepassados era considerado bruxo pelo povo da época, devido ao seu comportamento excêntrico e por praticar atividades um tanto esquisitas. Sons de agonia vindos de sua casa, suspeitas de vampirismo e canibalismo, entre outras coisas, eram parte das histórias contadas. E Charles resolve investigar esse passado. Só não sabia que ia se envolver tão profundamente ao ponto de transformar-se fisicamente, mudar sua personalidade e suas ações. É aí que entra o protagonista central da trama, o Dr. Willet, contratado pelo Ward Pai para descobrir porque o filho mudou tanto e se pode declarar o rapaz como louco. O Dr. Willet segue, então, os passos de Charles. Negando colocar em cheque a insanidade dele, tenta ligar todos os fatos até chegar a um final chocante.

Por ser um relato e não uma narrativa, o livro se torna um tanto cansativo em algumas ocasiões. Nada muito grave. Só é esquisito, para quem não é acostumado, ler aquele texto corrido com raríssimos diálogos. Ainda assim, a trama se desenvolve muito bem, embora os momentos de real tensão só venham a acontecer perto do fim. Talvez tenha sido isso o que mais me decepcionou nessa estreia com Lovecraft. O horror supremo, o terror psicológico, ao menos em O Caso de Charles Dexter Ward não existiu. A atmosfera é sombria, mas não é nada do que imaginava. Claro, isso pode ser um ponto negativo, mas longe de deixar o livro ruim. O final, principalmente, onde o Dr. Willet liga todas as peças, vale e muito a pena.

É fato que Lovecraft não é para qualquer um. A linguagem, por exemplo, é de época – década de 10, 20, 30 – e pode não agradar. Eu gostei. É sempre bom ler algo diferente, o que não quer dizer que seja simples. O ideal é ter um dicionário do lado para algumas palavras já ultrapassadas e que você nunca sonhou que tenham sido usadas um dia.

São muitas as histórias de Lovecraft que me esperam. Embora O Caso de Charles Dexter Ward não tenha sido a melhor experiência que tive em livros de suspense/terror, me agradou e certamente continuarei acompanhando suas obras.

Nota: 7/10



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As Ruínas, de Scott Smith

As Ruínas, de Scott Smith

Atualmente tem sido um tanto complicado encontrar livros de suspense e de terror com uma história original e, obviamente, de qualidade. Muitos autores partem de uma mesma premissa, um acontecimento semelhante a algo que os leitores já leram. Foi por esse motivo que As Ruínas, de Scott Smith, me chamou a atenção. Aparentemente a obra trazia uma trama tensa e original. Li, sem muita expectativa, afinal, não queria esperar muito dessa questão. Mas eis que As Ruínas surpreende e no final das contas acabei colocando o livro como um dos melhores do gênero lançados nos últimos 10 anos.

Trata sobre um grupo de amigos americanos - Jeff, Amy, Eric e Stacy - que passam férias em Cancún, no México. Em meio as diversões conhecem um trio de gregos e um alemão chamado Mathias. E é justamente a história deste alemão que dá início aos problemas que se seguem. Segundo Mathias, seu irmão Henrich conheceu uma arqueóloga e foram até certas ruínas escondidas na floresta da cidade de Cobá, acabando por não darem mais notícias. Por esse motivo, pretende ir até lá encontrá-los. A perspectiva de aventura instiga o grupo, que resolve acompanhá-lo. Um dos gregos também gosta da ideia e se une a eles.

Chegando nas intocadas ruínas, o grupo é surpreendido por uma tribo de maias que a princípio pedem para que fossem embora. Mas, quando Amy ultrapassa o terreno e toca o solo que corresponde ao lado mal da ruína, os maias mudam o tom e os obrigam a permanecerem e subirem uma ruína em forma de triângulo, onde o mato a cobre completamente. Aos poucos são cercados por centenas de maias armados, fazendo impossível qualquer tentativa de escapar.  Se sair dali a princípio é impossível, então o grupo é obrigado a pensar em como racionar comida, água e suportar o calor até acharem um meio de contornar a situação. Mas o problema é que oculto nas ruínas está um inimigo mortal, causador de toda a intrigante reação dos maias, e que assim como eles não os deixaria sair nem mesmo se pudessem.

Esse é apenas o ponto de partida para uma história incrivelmente intensa, um terror psicológico de alto nível. As Ruínas contém um clima de tensão constante, fazendo o leitor sentir na pele os medos, as frustrações e o desespero do grupo, imaginando como eles sobreviverão àquela situação. É incrível como o autor transporta para o leitor a sensação de enclausuramento. Isso aflige a todo o momento, sem contar que são diversas as cenas fortes, que podem enojar quem possui estômago mais fraco.

A construção psicológica dos personagens também é um ponto muito positivo. De tão bem construídos, a certa altura sabemos como cada um irá reagir a uma provocação ou situação. Sem contar que em outros momentos, sentimos raiva da postura de alguns deles e torcemos para que outros se dêem melhor. Ou seja, isso só prova a extrema capacidade de Scott Smith em criar personagens. A questão é que conhecemos todos os pontos de vista, já que a narrativa está sempre mudando de personagem para personagem, o que nos aprofunda ainda mais a cada um deles.

A trama em si é muito bem amarrada, sem furos e com a evidente capacidade do autor em despertar a curiosidade a todo o momento, o que faz o leitor querer continuar lendo mesmo com os capítulos longos, o que em outras obras poderia ser caracterizada como um ponto negativo e sinônimo de leitura cansativa. Também importante destacar que o livro segue uma constante do início ao fim. Embora seu início apenas situe o leitor sobre a ideia e o trajeto da chagada às ruínas, a partir do momento em que o suspense começa, não para em momento algum.

As Ruínas é uma grata surpresa em meio a diversos livros de suspense/terror existentes por aí. Possui uma história original, um inimigo nunca antes visto e uma trama muito bem amarrada. O leitor sem dúvida não largará até saber como o grupo - ou parte dele - saíra das ruínas. Se é que vão sair...

Altamente recomendado!

Nota: 9/10



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A Maldição do Titanic, de Robert J. Serling

A Maldição do Titanic, de Robert J. Serling
O Titanic e sua história sempre fez parte da curiosidade de boa parte da população. Como um navio, dito insubmergível, pode ter naufragado? Por que seu capitão, E. J. Smith, navegava tão rápido em uma região perigosa? Por que os oficiais não usavam binóculos para avistar perigo? Por que apenas poucos botes salva-vidas foram postos na embarcação? Que misterioso navio foi aquele que apareceu para os passageiros em desespero e simplesmente apagou suas luzes e deu meia volta, sacramento a vida de muitos? Essas são algumas das perguntas que sempre foram e serão abordadas. Várias teorias são levantadas, mas é difícil saber ao certo. A questão, é que o Titanic e seus mistérios sempre farão parte da mente humana.

E por isso, os amantes do terror não poderiam deixar de receber uma versão muito interessante sobre o assunto, com "A Maldição do Titanic", que fala sobre um estudioso chamado Derek Montague que descobre que o Titanic naufragou levando dezenas de caixotes contendo ouro. Levando sua teoria para amigos oceanógrafos, logo montam uma expedição para, primeiro encontrar o gigantesco navio, e depois recuperar o ouro. Mas nada é fácil, já que ao chegarem no local coisas estranhas começam a acontecer, dificultando o sucesso da missão.

Aliando ficção com embasamento científico e dados históricos, Robert Serling consegue criar uma trama cativante e deveras instigante, principalmente para aqueles que admiram a história do gigantesco navio. Além da trama de fantasmas muito bem elaborada, o ponto alto do livro é justamente trazer a tona fatos reais.

Um dos momentos mais legais é a citação ao livro real de Morgan Robertson, intitulado "Futilidade", que foi escrito em 1898 (doze anos antes da tragédia do Titanic) e que conta a história de um navio chamado Titan, que colide com um iceberg (assim como o Titanic) em uma noite de abril (o Titanic afundou em abril de 1912) e matou 1500 pessoas porque não havia botes suficientes (assim como gigantesco navio). Saber que a história é verdadeira, me causou enorme arrepio. A citação de personagens centrais do Titanic também é muito bacana. Pessoas que viveram ou morreram, o suposto sentimento de culpa que assolaram pessoas chave do Titanic após o naufrágio e diversas outras questão são levantadas e, acreditem, causam falta de ar.

Não tenho palavras para descrever o quanto me agradou "A Maldição do Titanic". Não tanto pela sua história de terror, que é bem tensa em alguns momentos, mas sim pelos elementos históricos agregados, que me deram sensações boas e ruins. Boas por me fazer compreender um pouco desse enorme mistério. Ruins por saber que muitas vidas se perderam por negligência de terceiros, por erro humano, por puro ego alheio.

Para finalizar, quero alertar para que não leiam a orelha do livro, que conta praticamente toda a trama no quesito ficção. Mas se já leu, não desanime. Leia o livro mesmo assim, pois você terá elementos históricos ricos em detalhes e que vai, sem dúvida, fazer a obra de Robert Serling valer a pena.

Nota: 8/10



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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

[Resenha] Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Por 

Caixa de Pássaros 1
Mesmo no preâmbulo da história contida em Caixa de Pássaros, não há qualquer menção a tranquilidade. O romance de Josh Malerman utiliza seu ponto de partida como um lugar comum onde a tensão e sensação de tragédia coabitam harmoniosamente, interferindo nos desígnios e prospectivos de vida de Malorie e seus dois filhos. O senso de urgência faz a família fugitiva estar apta para sobreviver, mesmo os infantes sabem exatamente o que fazer, e não demoram a sair da letargia e partir para ação. Tal perspectiva rasga o coração da mãe, que enxergava no comportamento de seus filhos, o ideal de curiosidades com a vida, e não necessariamente o temor por ela.
O estado do mundo é calamitoso, e aos poucos revelados. O que se sabe no início do conto é que uma violência atroz acomete os humanos que cruzam as ruas sem vendas nos olhos, com atos de violências capazes de causar morte, tumulto e muitos atos de ódio. Após morar um tempo em uma casa abandonada, a beira do lago, Malorie deseja alcançar um lugar seguro, um refúgio, chamado de santuário, mas que está distante demais de sua localidade atual.
No convívio com outros homens é demonstrado que sua paranoia de Malorie não é algo isolado, ainda que o perigo que os cerca seja ainda não revelado, permanecendo na mente do leitor como um vulto, distante de ganhar contornos reais. O perigo prático deles incorre sobre a dificuldade em manter suprimentos, especialmente aos que sofrem de vícios com bebidas e cigarros, já que em estado de sítio, achar tais bens torna-se uma hercúlea tarefa. Quase tão assustador quando a ação das criaturas, é a condição de completo abandono das cidades e lugares antes habitados. A descrição que Malerman exibe, descreve um retrato semelhante a aridez que predomina em outros cenários póstumos ao fim da civilização, como Mad Max, Livro de Eli e Eu Sou A Lenda, piorado e muito pelo protagonismo materno, que teme por si e principalmente por seus herdeiros, lamentavelmente lançados em um ambiente hostil demais.
As tentativas de fuga deixam marcas nos personagens, mesmo quando são bem sucedidos. Os hematomas que causam dor nos membros inferiores servem como lembrete da mortandade que se aproxima. A catástrofe paira sobre a cabeça das personagens, usando a gravidez de Malorie como função narrativa para aumentar a urgência na tentativa de escapar daquele cenário hostil, piorando a situação quando um parto se vê prestes a acontecer.
Caixa de Pássaros se baseia em um terror evocando uma estranha criatura, que ajuda a tornar ainda mais ambíguo o sentimento materno, já que as intenções do “monstro” também são ligadas ao cuidado da cria. O conjunto de alegorias é muito grande, apesar de óbvias, especialmente no que tange o uso das vendas oculares para salientar a alienação do mundo, tanto o particular do livro de Josh Malerman, quanto com a sensação de que o perigo não mais habita a rotina dos personagens, mas que pode retornar a qualquer momento, paralelo fundamental com a realidade contemporânea, em especial a cenários reais que já tiveram em situações catastróficas.
Nota:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Byzantium

por 

Após 18 anos de "Entrevista com o Vampiro", Neil Jordan retorna ao universo dos que têm sede de sangue.

Seguindo uma estranha lógica, os filmes de vampiros hoje não podem apresentar seus protagonistas daquela forma clássica que conhecemos, imortalizada por Béla Lugosi em "Drácula", de 1931. Para os jovens que não sabem, vampiros antigamente morriam quando entravam em contato com a luz do dia, tinham medo de cruzes, não possuíam reflexos, queimavam com alho, água benta, e por aí vai. 

Bem, enquanto algumas "inovações" acabaram por diminuir (e até mesmo ridicularizar) a importância destes personagens no universo da sétima arte, vemos com obras como "Byzantium" que releituras podem sim ser muito bem-vindas, principalmente quando novas ideias são apresentadas de maneira inteligente, e sem perder a essência do gênero em momento algum. 

O roteiro de Moira Buffini, adaptado de sua própria peça, busca inspirações em diversos lugares obscuros, fazendo de seus vampiros criaturas completamente distintas. Eles seriam melhor descritos como revenants, entidades sobrenaturais, fantasmas ou espectros que existem para aterrorizar os vivos. Neste caso, estamos falando de seres que bebem sangue, mas que não possuem dentes pontiagudos.



A criatividade em torno da origem desta mácula (ou dádiva) é imensa. Certo romantismo se mistura a uma linguagem contemporânea, e tudo é devidamente amarrado, desde a criação dos neófitos, até o rígido propósito e conduta dos mesmos. Obviamente, a estranha existência proposta pelo texto possui muitos mistérios, pois nem tudo poderia ser mastigado para o público. Mas para Buffini, o vampirismo é como um clube que literalmente exige um ingresso de entrada. Se alguém não foi convidado, e mesmo assim conseguiu se infiltrar, deve cair fora imediatamente, de preferência em duas partes bem específicas.

Mas indo além da estruturação deste universo mítico de vampiros irlandeses, o roteiro explora a mente de uma garota que não consegue esquecer 200 anos de existência. Um fardo inimaginável. Eleanor é uma imortal que vive fugindo, e suas lembranças de tempos passados tornaram-se insuportáveis, assim como o segredo em torno de sua condição. A jovem é acompanhada por sua mãe, Clara, mulher que honra as tradições do mais antigo trabalho de que se tem notícia, e que possui grande facilidade em viver apenas o presente. Mas o passado surge implacável para as duas.



E retratando tudo com um olhar clínico, temos Neil Jordan. Oferecendo sequências meticulosas, o diretor trabalha de forma excepcional seus cenários, cores e fotografia, recortando belíssimos enquadramentos, e estruturando com competência uma rica narrativa que passeia por diferentes personagens, locais e épocas. O trabalho de Jordan faz de "Byzantium" um filme visualmente atrativo e pouco comum. Ele foge constantemente do tradicional, e o resultado é uma linguagem que não se prende a moldes.

O elenco se relaciona de forma eficiente. Ele é composto pela bela Gemma Arterton,Sam Riley, Daniel Mays, Caleb Landry Jones, o ligeiramente destoante Jonny Lee Miller e Tom Hollander. O destaque é sem dúvida a pureza emulada por Saoirse Ronan, jovem e experiente atriz que faz de Eleanor uma pessoa admirável, melancólica e corajosa à sua maneira. A ótima construção da personagem facilita o trabalho da intérprete, mas a mesma se empenha em destacar sua personalidade no resultado final.

Em resumo, "Byzantium" não é um filme SOBRE vampiros, ele é um autêntico filme DE vampiros. O roteiro de Moira Buffini reinventa com criatividade a existência destes seres imortais que se alimentam de sangue, injetando na história uma voz singular, que não busca uma audiência específica, mas sim uma proposta diferenciada. Dando corpo a tudo isso, evidencia-se o trabalho de Neil Jordan, que depois de 18 anos de "Entrevista com o Vampiro", retorna de forma contundente ao gênero. Em "Byzantium", tudo é ofertado na medida certa, como suspense, drama, romance e decapitações. Recomendado principalmente para os antigos membros da Camarilla.





Byzantium: 2012/ Reino Unido, EUA, Irlanda/ 118 min/ Direção: Neil Jordan/ Elenco: Saiorse Ronan, Gemma Cassin, Sam Riley, Daniel Mays, Caleb Landry Jones, Jonny Lee Miller, Tom Hollander

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

The Exorcist director is not happy about an Exorcist remake

The Exorcist
William Friedkin embarks on a Twitter rant after news that his horror classic will get a revamp
The Exorcist

15 clássicos livros de terror

Bom, o terror na literatura é um gênero muito decorrente e que agarra muitos fãs. Dentre os principais escritores que têm suas obras nessa atmosfera sombria, podemos destacar Stephen King (um dos grandes ainda vivos); Bram Stoker com o clássico Drácula; H. P. Lovecraft, que revolucionou o gênero e muitos outros. Eu fiz uma selação com 15 grandes livros de terror que você precisa conferir, se ainda não o fez. Dá uma olhada.

A Casa Sobre o Abismo – William Hope Hodgson

a casa sobre o abismo
Foi escrito em 1908 pelo britânico Willian Hope Hodgson. Embora essa obra não seja tão famosa como outras obras do gênero, serve de referência para todos os autores do terror e sobrenatural. O livro foi roteirizado como argumento inicial para a trama do filme de Sam Raimi “A Morte do Demônio” (The Evil Dead – 1981). Um diário descoberto por viajantes conta as desventuras do antigo proprietário da casa situada à beira do abismo: Lorde Gault, o recluso autor da narrativa original, sua irmã Mary e o cão Pepper mudam-se para uma estranha casa na Irlanda – que, nas superstições e folclores do povo de Kraighten, foi erigida com a ajuda do Demônio. Rodeada por jardins adornados com bizarras estátuas, construída à beira de um abismo e sobre uma caverna que parece não ter fim…

A Coisa – Stephen King

a coisa stephen
Foi em 1958, na pacata Derry, que eles aprenderam o real sentido de algumas palavras. Foi ao longo de junho de ’58, durante as férias escolares, que Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly descobriram o que significa amizade, amor, confiança e… medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a “Coisa” – um ser sobrenatural e maligno que deixa em Derry terríveis marcas de sangue. Quase trinta anos depois, eles voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror avassala a pequena cidade e somente eles são capazes de enfrentar e vencer a Coisa. O tempo é curto. No entanto, eles vão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

A Ilha do Dr. Moreau – Hebert G. Wells

a ilha do doutor morneau
À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do Dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, “A ilha do Dr. Moreau” é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.

Drácula – Bram Stoker

draculaDrácula é uma história de vampiros e lobisomens; de criaturas que estando mortas, permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro à espera de um destino terrível. Longe dele, sua noiva bela e jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.

Entrevista Com o Vampiro – Anne Rice

anne rice
Estamos em uma pequena sala, face a face com o Vampiro, enquanto ele despeja a carga repugnante, erótica e mágica das confissões sobre os primeiros 200 anos de sua existência de morto-vivo.
Ele fala com simplicidade, tranqüila e delicadamente, da noite em que, sendo ainda herdeiro – jovem, educado e romântico – de uma grande fazenda na Louisiana, deixou a existência humana, conduzido pelo brilhante e sinistro Lestat, para a outra vida “sem fim”… aprendendo a se saciar, primeiro com o sangue dos galos e ratos capturados nas ruas devassas de Nova Orleans e, mais tarde, com o sangue de seres humanos.

Frankenstein – Mary Shelley

frankestein
Mary Shelley (1797-1851), mulher do poeta Percy Bysshe Shelley, escreveu Frankenstein para participar de um concurso de histórias de terror realizado na intimidade do castelo de Lord Byron. Mesmo competindo com grandes gênios da literatura universal, acabou redigindo esta que é uma das mais impressionantes histórias de horror de todos os tempo. A Brilhante história de horror, escrita com fervor quase alucinatório, Frankenstein representa um dos mais estranhos florescimentos da imaginação romântica. Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker, são os dois maiores clássicos de terror da literatura em todos os tempos, também imortalizados no cinema através de várias adaptações.

Histórias – Alfred Hitchcock

alfred hitchcock historiasAntes de qualquer mal entendido vale deixar claro que esse não é um livro escrito por Alfred Hitchcock, mas um livro de contos de outros escritores que foram selecionados pelo mestre do suspense no cinema. Ou seja, contos que o diretor gostou e separou em um livro para os amantes do gênero.
Os autores desses contos não são muito conhecidos, mas conseguem proporcionar horas de muito entretenimento com suas histórias. Algumas delas nos fazem pensar, inclusive, no quão a natureza humana é obscura. Muitas das narrativas são policiais, mesmo as que não apresentam investigações, afinal, o crime está em todos os lugares.

Horror em Amityville – Jay Anson

horror em amityvilleEm 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George e Kathy se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.

O Exorcista – William Peter Blatty

o exorcistaUm enredo de policial: mortes e investigações se sucedem em crescente suspense. Uma história apavorante, que envolve uma mulher descasada, médicos, padres, policiais e uma menina de onze anos. A crueldade, a violência, as torpezas do sexo e as atitudes mais asquerosas explodirão nessa menina tomada por um fenômeno que provoca vergonha, nojo e pavor nas pessoas. Este livro e o filme dele decorrente suscitaram polêmicas que vão desde como a Igreja Católica considera o Demônio até a acusação de que o autor explorava “pornografia com criança” o que valeu quase um ano de interdição pela censura brasileira.


O Fantasma da Opera – Gaston Leroux

o fantasma da operaA obra de Gaston Leroux, tão famosa e diversas vezes adaptada ao teatro e para o cinema, é uma história envolvente de mistério e paixão.
Dentro da Ópera de Paris vive um desfigurado fantasma que, ao se apaixonar por uma jovem cantora, Christine Daaé, sai dos porões do teatro para transformá-la na nova estrela. Porém, ao ver que não é correspondido, o fantasma se enfurece, o que dá espaço para uma trama cheia de paixão obsessiva e ciúmes doentio.



O Golem – Gustav Meyrink

o golem
Uma obra que se destaca como uma primeira tentativa de projeção do mundo invisível dentro do mundo visível, que se destina a atingir a imaginação mais que o raciocínio.Os livro de Gustav Meyrink sempre mergulham num mundo invisível e se alimentam de teorias esotéricas. Estas teorias perturbam as pessoas não-iniciadas apesar de criarem um estado de alma benfazejo, de levarem a uma fase de calma e de sabedoria e de facilitarem o acesso àqueles níveis de conhecimento que permitem ao corpo e à alma mergulhar, harmonicamente, numa atmosfera metafísica e quase mística.

O Iluminado – Stephen King

o iluminadoO Overlook Hotel, no Colorado, era considerado o mais belo e luxuoso hotel de qualquer balneário do mundo. Durante a temporada de inverno, o estabelecimento permanece fechado, contudo, seu zelador era Jack Torrance, um escritor frustrado, ex-professor de inglês, alcoólatra e temperamental, para quem aquele emprego representava um novo caminho aberto à sua frente, a esperança de apagar seus insucessos passados. Sua mulher, Wendy, também via naquele refúgio no meio da neve a esperança de salvar um casamento que já lhe dera muitas experiências amargas. E há também Danny, o filho de cinco anos do casal. Abençoado – ou amaldiçoado – por poderes que lhe permitiam ver tanto o futuro quanto o passado e comunicar-se, independentemente da distância, com outros iluminados como ele.

O Medico e o Monstro – Robert Louis Stevenson

medico e monstroNeste livro, um fato inesperado altera o ritmo calmo das ruas de Londres – alguém abre a porta dos fundos da residência de Henry Jakyll. A partir desse momento, o cotidiano se confunde com o inexplicável, o secreto, o sobrenatural. Quem é o sinistro Edward Hyde, e o que o une ao respeitável Dr. Jekyll? Duas personalidades opostas disputam a alma de uma homem.




O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde

o retrato de dorian grayAdaptação em português do clássico da literatura irlandesa, com linguagem acessível para o público jovem. Dorian Gray é um jovem belíssimo, que tem seu retrato pintado por Basil Hallward. O pintor apresenta Dorian ao Lorde Henry Wotton, que o faz tomar consciência de sua beleza e do valor de sua juventude e o inicia num mundo de vícios e desregramento. Apaixonado pela própria imagem e influenciado pelas palavras de Lorde Henry, Dorian deseja permanecer eternamente belo e jovem como no retrato. Misteriosamente, seu desejo é atendido. Conserva sua imagem jovem e inocente, enquanto o retrato muda, refletindo seu estado real de degeneração.


Nas Montanhas da Loucura – H. P. Lovecraft

nas montanhas da loucuraNas Montanhas da Loucura é uma das principais histórias de horror da língua inglesa escrita pelo eterno Howard Phillips Lovecraft. Descreve uma expedição à Antártida que acaba quando todos os membros de um grupo avançado de exploradores são misteriosamente mortos e o seu acampamento destroçado por aquilo que é, aparentemente, um ser vivo, terrestre (pelo menos deixa rastros), de grandes dimensões, improvável naquele lugar. Na sequência do desastre, dois homens embarcam num pequeno avião e vão tentar saber o que se passou.



Textos retirados do site Skoob