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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

5 ótimas músicas filosóficas que você precisa escutar

filosofia é algo que está presente em praticamente tudo na nossa vida, principalmente em qualquer tipo de manifestação da arte. Nós já falamos bastante dessa ligação com o cinema quando falamos de filmes relacionados com a filosofia de Freud, relacionados com NietzscheCarl Jung, ou filmes filosóficos em geral.
musicas filosoficas
Dessa vez, resolvemos tratar da filosofia presente em letras de músicas, por que não? Se você gostar do artigo, podemos manter essa linha editorial futuramente para discutirmos temas em geral que são mostrados na arte sonora. Esses abaixo são 5 exemplos em milhares, portanto, se curtirem o assunto, comentem e divulguem essa postagem para nos incentivar a fazer mais.

Like a Rolling Stone | Bob Dylan

How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Existem dezenas de canções do grande ícone folk mundial que poderiam estar nesta lista. Mas Like a Rolling Stone é simplesmente uma das músicas mais importantes do rock. Ela traz uma pergunta que, ao mesmo tempo, é um grande sentimento proposto pela arte em geral “How does it feel?” (Qual é a sensação?).
É sabido que essa canção elevou a popularidade de Dylan, porém, pouco tempo antes dessa explosão, a carreira do cantor estava por um fio. Em entrevista para a playboy, em 1966, Dylan disse que estava praticamente decidido sobre largar a música “Estava muito drenado, e como as coisas estavam indo, era uma situação muito chata … Mas Like a Rolling Stone mudou tudo”.

The Word | The Beatles

Say the word and you’ll be free
Say the word and be like me
Uma das músicas menos conhecidas dos Beatles, escrita essencialmente por John Lennon e que mostra, além do amor, a liberdade, a luz e o caminho. É uma música bastante expressiva, uma vez em que se coloca o amor acima de tudo. Será que Lennon quis fazer uma referência aos evangélicos no sentido de “pregar a palavra”? Afinal, “diga a palavra, você será livre; diga a palavra e você será como eu; amor é a única palavra…”
Existem pesquisas que mostram que o LSD dava às pessoas a ideia de que “um amor universal ou fraternal é possível e constitui a melhor chance do homem, se não a única”. Tendo isso em mente, podemos perceber por que a palavra “amor” era tão forte na cultura dos anos 60 e, Lennon, foi um dos primeiros a perceber essa relação. Steve Turner explica um pouco mais sobre isso em seu livro “The Beatles: a história por trás de todas as canções”.

Time | Pink Floyd

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way
Pink Floyd estava no meio do caminho, estabelecendo espaço e se consagrando como uma das grandes bandas do rock progressivo. Em 1973, com o lançamento de Dark Side of The Moon, isso só ficou ainda mais claro. Time é, talvez, a música mais marcante desse disco, com um início aprofundado em um instrumental extremamente simbólico, ao som dos relógios que foram gravados separadamente em uma loja de antiguidades.
É comum a gente colocar a culpa no tempo, ou dizer que ele passa muito rápido. A questão que a música traz é que devemos dar mais valor para isso, pois ele passa e – como já diria Ferris Bueller – se não pararmos para olhar ao nosso redor, podemos perdê-lo. Pensamos que temos tempo de sobra para desperdiçar com coisas tolas, mas num piscar de olhos podemos perceber que 10 anos ficaram para trás.

Pink Moon | Nick Drake

I saw it written and I saw it say
Pink moon is on its way
And none of you stand so tall
Pink moon gonna get you all
It’s a pink moon
It’s a pink, pink, pink, pink, pink moon
Quem já escutou o disco Pink Moon do Nick Drake por inteiro entende por que ele está aqui. A faixa título é uma das mais intrigantes do álbum. As letras das músicas são bastante relacionadas com luta de Nick contra a depressão. Vale lembrar, também, que o disco foi gravado somente com o cantor e seu produtor presentes. As canções só contém voz, piano e violão.
A música Pink Moon é extremamente curta e conta com apenas um verso que é repetido. Nele existe uma grande filosofia subjetiva: quem – ou o que – é a Pink Moon? Para mim pode ser uma coisa, mas para você, outra. Essa é a grande questão, a morte, talvez?

You Can’t Always Get What You Want | The Rolling Stones

You can’t always get what you want
But if you try sometimes, yeah
You just might find you get what you need!
You Can’t Always Get What You Want é, na minha opinião, uma das canções mais humanas dos Stones, uma vez que, ainda com a expressão clássica da banda, conseguem passar uma mensagem de pessoa para pessoa, não de um grupo para seus fãs.
A mensagem, então, é que nada está perdido. Por mais que aquilo que procuramos seja praticamente impossível, ainda há uma chance se persistirmos. Escrita por Mick Jagger e Keith Richards a música foi nomeada como a 100ª melhor canção de todos os tempos segundo a revista Rolling Stone em 2004.

terça-feira, 22 de março de 2016

Análise da letra musical de "Alegria, Alegria", de Caetano veloso

Por: Mary Ellen Farias dos Santos*
Em janeiro de 2015 *


Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro,
Eu vou.

O sol se reparte em crimes
Espaço naves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas,
Eu vou.

Em caras de presidente,
Em grandes beijos de amor,
Em dentes, pernas, bandeiras, 
Bomba e Brigitte Bardot.

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça.
Quem lê tanta notícia?
Eu vou 

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos.
Eu vou
Por que não? E por que não?

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
Eu vou.

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
Uma canção me consola
Eu vou.

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone,
No coração do Brasil.

Ela nem sabe até pensei 
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito

Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos 
Eu quero seguir vivendo amor.
Eu vou 
Por que não? E por que não?



Memória discursiva: A música Alegria, Alegria, de autoria de Caetano Veloso, sobre liberdade, é um dos marcos iniciais do movimento tropicalista da década de 1960. Datada de 1967, Alegria, Alegria, a canção modernista foi apresentada no Festival da Record em disputa pelo “Berimbau de Ouro”. 

Embora seja intitulada de Alegria, Alegria, sua letra nada tem de alegria, apenas reflete a repressão do período militar no Brasil, ou melhor, os “anos de chumbo”. De tão potente, a música de Caetano Veloso está incorporada na mente e na história do povo brasileiro, pois a marcha leve e alegre, com letra caleidoscópica e libertária, tem força nas palavras que a compõem. 

Entretanto, ao apresentá-la ao público, Caetano Veloso recebeu vaias (até porque fez a apresentação com os argentinos, Beat Boys). A gritaria foi tão infernal que nacionalistas o chamaram de traidor e oportunista. O talento e a performao nce de Caetano Veloso, aos poucos, ganhou o público e transformou as vaias em aplausos, mas ficou somente com o quarto lugar do festival.

Alegria, alegria é uma obra famosa e muito lembrada, é, pelo menos a mais emblemática do período militar do Brasil. Por esta e outras canções revolucionárias que usaram da metáfora para burlar o regime militar, Caetano Veloso foi o grande divulgador deste período de grande revolução popular e de tanta inquietação cultural.

Estrutura do texto: Em sua estrutura textual, Alegria, Alegria é simples, principalmente se comparada a outras de Caetano Veloso, utiliza basicamente elementos do Modernismo Brasileiro, da contra-cultura, da ironia, rebeldia, anarquismo e humor ou terror anárquico. Para salientar que a cultura importada era alienante, Caetano usa palavras como Brigitte Bardot, Cardinales  (Claudia Cardinale) e Coca-Cola (maior símbolo do império norte-americano que financiava os exércitos em toda a América Latina).

Pelo fato de ser uma canção escrita no período tropicalista, Alegria, Alegria tem nas entrelinhas uma crítica à esquerda intelectualizada, a negação a qualquer forma de censura, uma denúncia da sedução dos meios de comunicação de massa e um retrato direto da realidade urbana e industrial.

De acordo com o poeta, ensaísta, professor e tradutor brasileiro Décio Pignatari, a letra possui uma estrutura cinematográfica, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Nesta canção há intertextualidade com a canção Para não dizer que não falei das flores e com uma pequena citação (modificada) do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que ficou, "nada no bolso ou nas mãos".

Marcadores da narrativa e da oralidade: A presença de muitas vírgulas na canção segue o ritmo da marcha, ou seja, há uma ebulição de ideias e ações acontecendo concomitantemente, por tanto não há abertura para pontos finais (que fecham estas ideias), mas apenas para as vírgulas. As vírgulas passam a ideia de aglutinação, como se representassem a pólvora, tão presente nas ruas neste período.

Inicialmente, o verbo caminhar está no gerúndio, o que transmite a ideia de que este caminhar é contínuo e que nada será capaz de interrompê-lo, mesmo que lhe falte uma identidade e as impunidades dos crimes brasileiros permaneçam. Logo, o verbo está no presente: (eu) vou, (me) enche, (ela) pensa.

Da instância lexical: Os versos “Caminhando contra o vento” e “em Cardinales bonitas” têm o valor semântico da expressão popular “nadando contra a corrente”, com o significado de ser e manter-se contra. Ao considerar o período, este se refere ao lutar contra a Ditadura Militar.

Eixo paradigmático da canção: A luta pelos ideais ganham mais força ao colocar cada ação na primeira pessoa do singular: EU, estando este oculto, como em “Caminhando contra o vento”, ou quando este sujeito é simples, como nos últimos versos das estrofes: “Eu vou”. No contexto do momento histórico vivido pelo autor na época do Regime Militar, a expressão “caminhando contra o vento” vem reforçar a idéia central do texto: ser do contra, lutar contra as forças armadas pelo regime ditatorial, promover a união da população contra o governo imposto de forma indireta e arbitrária. Idéia corroborada pelo descumprimento das regras gramaticais da língua padrão, como no exemplo: “Me enche de alegria...”, em que a frase é iniciada pelo pronome oblíquo ME.

Métrica: Tomando como exemplo a primeira estrofe, é possível escandi-los e dar nomes aos metros da seguinte forma:

Ca/mi/nhan/do /con/tra o /ven/to - Verso octossílabo
Sem /len/ço e /sem /do/cu/men/to - Verso octossílabo 
No /sol /de /qua/se /de/zem/bro, - Verso octossílabo
Eu /vou. – Verso dissálabo

Metáforas: Toda a opressão sofrida pelo cidadão comum, nas ruas, nos meios de comunicação, em sua cultura nativa, no seu próprio país é relatada na letra desta canção. Desta forma, Alegria, Alegria, denuncia os exageros dos militares, porém utilizando-se de metáforas. “Caminhando contra o vento/sem lenço e sem documento” que se refere à violência praticada pelo regime. Ao dizer “sem livros e sem fuzil,/ sem fome, sem telefone, no coração do Brasil” revela a precariedade na educação brasileira proporcionada pela ditadura que queria pessoas alienadas, e complementa: “O sol nas bancas de revista /me enche de alegria e preguiça/quem lê tanta notícia?”. 

Para evidenciar a alienação da massa, na letra há elementos externos à cultura nacional, como alguns símbolos impostos pelo cinema norte-americano da época, que são: Cardinales, Brigitte Bardot e a Coca-Cola, fortes representantes da imposição comercial da mídia na época.

Ao denunciar os desníveis sociais dos “anos de chumbo”, Caetano Veloso faz comparações metafóricas, com o intuito de destacar os contrastes regionais, sociais ou econômicos, o que fica evidente nos seguintes versos: “Eu tomo uma coca-cola,/Ela pensa em casamento”, “Em caras de presidente/em grandes beijos de amor/em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigitte Bardot.”

Jogo das pressuposições: Alegria, Alegria, canção que ajudou a criar o estilo musical MPB, escrita, musicada e interpretada pelo cantor e compositor Caetano Veloso (em novembro de 1967) transformou a expressão artística musical brasileira em crítica social. Por esse motivo, Caetano Veloso teve grande parte de suas músicas censuradas pelo regime militar, sendo que algumas foram até banidas. Em 27 de dezembro de 1968, tanto Caetano Veloso quanto Gilberto Gil foram para a cadeia, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Os dois foram levados para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas. Entretanto, ambos ficaram exilados em Londres até 1972.

É possível notar também que Alegria, Alegria faz intertextualidade com Para não dizer que não falei das flores, do cantor Geraldo Vandré. Ambas as músicas suscitam em sua letra os sentimentos daqueles tinham conhecimento (não eram alienados) do que de fato acontecia no Brasil e, assim convocam os brasileiros engajados a ir às ruas e lutar contra a ditadura vigente.

Ao convocar a todos para esta luta, fica evidente a crítica à alienação, pois o verso “Ela pensa em casamento” aparece duas vezes na canção, ou seja, evidencia que enquanto algumas brasileiros lutavam para dar fim à repressão militar outros estavam completamente desinformados e sob o domínio do governo.

Rima: Alegria, alegria é uma canção poética, considerando, inclusive, o título. A marcha compassada denuncia a presença do som do “O” precedido da letra “T” e “R”, ao mesmo tempo em que dá o ritmo a cada verso, também reflete a dureza da época e o disparar das armas, que pode ser notado na terminação dos três primeiros versos, da primeira estrofe, além da presença do fonema “K”: “Caminhando contra o vento/ Sem lenço e sem documento / No sol de quase dezembro”. 

As figuras de som predominam, pois o ritmo é constante, quebrado por palavras e/ou expressões como “eu vou”, no final de cada estrofe. A aliteração pode ser notada na repetição de sons consonantais (consonância) quanto de sons vocálicos (assonâncias), como nos versos: “Entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil, sem fone, sem telefone, no coração do Brasil.”: repetição do som do fonema “F”. Nos versos “Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento, no sol de quase dezembro”, percebe-se a presença do fonema /k/. Também nos versos “entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil, sem fone, sem telefone, no coração do Brasil”, percebe-se a presença dos sons vocálicos de /em/. O que se repete também nos versos “sem lenço sem documento, no sol de quase dezembro”. 

Conclusão do ponto de vista estilístico: Alegria, Alegria é uma canção que pode ser definida como um poema. Sua história acontece no presente, sendo que o eu – lírico “desenha” a história por meio do pronome EU, 1ª pessoa do singular. No entanto, não tende ao egocentrismo ou narcisismo, apenas posiciona-se como um lutador contra a repressão militar. 

Para provocar a ideia de uma marcha contra a ditadura utiliza-se de fonemas duros que remetem ao marchar dos militares (e até dos civis unidos em direção aos repressores) e fonemas frios que remetem ao som dos tiros e bombas, itens bastante presentes nas ruas, neste período.

Em contrapartida, há também a denúncia da alienação a partir de ídolos impostos e fabricados pela mídia “exterior” (Brigitte Bardot, francesa e Claudia Cardinale, atriz italiana), que infundiam um comportamento novo. 

Texto originalmente escrito em 4 de maio de 2010
*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


LEI

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

8 ÁLBUNS HISTÓRICOS QUE FORAM ESCULACHADOS PELA CRÍTICA

Apesar de eternizados na história da música, discos clássicos de Led Zeppelin, Radiohead e Rolling Stones foram um fracasso na época de seus lançamentos.
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Alguns discos não fizeram sucesso de início, mas depois marcaram época
Royal Blood. Conhece?
Pois o duo formado por Mike Kerr e Ben Thatcher é a mais nova sensação da música britânica. Formada em Brighton, a banda produz um blues rock garageiro que vem fazendo cair o queixo da Rainha. Fica no meio do caminho entre o lo fi (ou low fidelity) refinado do White Stripes e a crueza empacotada do Black Keys (assim como eles, apostam em apenas dois instrumentos: neste caso, baixo e bateria).
Na última semana a dupla Kerr e Thatcher lançou seu auto-intitulado álbum de estreia, e o resultado foi o seguinte: a bolacha foi direto ao número 1 das paradas, vendeu 66 mil cópias em apenas sete dias e se tornou o debut de rock mais vendido em sua semana de lançamento desde 2011, superando Noel Gallagher e o seu High Flying Birds e até mesmo estreias mais longínquas de outros gigantes do rock inglês, como Kasabian e Muse.
Se o disco é tudo isso? Se você deve correr para a rede social mais próxima e dar um jeito de descolar o álbum?
Bem, aí é uma longa discussão…
Nem sempre as melhores obras ganham o merecido reconhecimento assim que veem a luz do dia. Há uma série de artistas que caem na graça alheia do dia para a noite apenas para cair no esquecimento tempos mais tarde. Os famosos one hit wonders.
Por outro lado, existem aqueles álbuns que inicialmente não parecem trazer grande recheio, mas quando bem maturados acabam entrando para o rol dos clássicos.
Não é preciso fazer esforço para lembrar de grandes clássicos da música que não passaram de fracasso quando de seus lançamentos. Alguns deles chegaram a ser esculachados pela crítica.
A lista é grande, diversa, ultrapassa gerações. Vai de Led Zeppelin a Arcade Fire, Rolling Stones a Radiohead.
É aquela velha máxima: mais vale o sim tardio que o não vazio. Ou, quem ri por último ri melhor.
Conheça 8 álbuns clássicos que demoraram a pegar no tranco. Mas que hoje estão aí, eternizados na história da música.
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Led Zeppelin – Led Zeppelin
Em 2003, a estreia do Led Zeppelin foi eleita pela revista Rolling Stone como um dos 500 maiores álbuns de todos os tempos. Em 2004, foi introduzida ao Grammy Hall of Fame. Mas em 1969, quando o disco chegou às prateleiras, ele foi recebido assim: “O Robert Plant soa como uma cópia do Rod Stewart, mas não chega nem perto dele. Já o Jimmy Page se mostra um produtor limitado, além de um músico destinado a escrever canções fracas e sem imaginação”.


As palavras do jornalista John Mendelsohn fizeram Page boicotar a Rolling Stone EUA por anos a fio.
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Muse – Showbiz
Embora o título sugerisse outra coisa, o primeiro disco do Muse não passou do número 29 nas paradas britânicas quando de seu lançamento. Desde 1999, porém, já soma mais de 700 mil cópias vendidas, e abriu caminho para os quatro top 1 lançados pelo trio liderado por Matt Bellamy.
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Black Sabbath – Black Sabbath
Considerado por muitos o primeiro álbum de heavy metal de todos os tempos, Black Sabbath foi assim descrito pelo lendário crítico da Rolling Stone EUA, Lester Bangs: “O álbum todo é uma enganação – apesar dos títulos obscuros e letras provocadoras, ele não tem nada a ver com espiritualismo, o oculto ou nada de mais a não ser riffs que tentam imitar o Cream de Eric Clapton, fazendo os músicos soarem como se tivessem aprendido a tocar a partir de um livro de violão”.
Se arrependimento matasse, hein Lester…
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Daft Punk – Discovery
Quando recebeu em suas mãos o segundo álbum da dupla Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo, o crítico musical Robert Christgau (um dos mais renomeados do planeta) veio com essa: “Esses caras são tão franceses que eu quero arrancar fora os seus fígados. ‘One More Time’ não passa de uma novidade passageira aqui pelos EUA”.
Mal sabia ele que Discovery ultrapassaria a marca de 3 milhões de cópias vendidas e que “One More Time” é, ainda hoje, o maior sucesso do Daft Punk.
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The xx – xx
Verdadeira obra prima dos anos 00, o álbum de estreia do trio londrino The xx vendeu uma mixaria em sua primeira semana: módicas 4.180 cópias. Foi só em 2010, um ano depois de chegar às prateleiras, quando o disco foi indicado ao Mercury Prize, que ele saltou para o top 15 nas paradas do Reino Unido.
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Rolling Stones – Exile on Main Street
Exile on Main Street passa o tempo todo repetindo a mesma música das mais variadas formas que os Rolling Stones conseguiram. Se por um lado o disco mostra a consistência que a banda sempre teve, por outro faz você querer deixar ele rolando e esquecer que está ouvindo.”
Lançado em 1972, o lendário álbum duplo dos Stones recebeu críticas pesadas como essa, do renomado jornalista musical Lenny Kaye. O que não o impediu de ser eleito pelas mais variadas publicações, entre elas Q,Entertainment Weekly e Rolling Stone, como um dos melhores discos de todos os tempos. Nem de ser nomeado pelo Rock and Roll Hall of Fame o sexto em sua lista definitiva dos “200 álbuns que todo fã de música deve ter”.
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Radiohead – Ok Computer
O mesmo Robert Christgau que esculachou o Daft Punk veio com essa, logo após ouvir a obra prima do Radiohead, em 1997. “A ideia deles de alma é o Bono, a quem não cansam de imitar sob o risco de parecerem ainda mais ridículos do que já são.”
O que dizer a Robert? Que Ok Computer emplacou hits como “Paranoid Android” e “Karma Police”, vendeu mais de 8 milhões de cópias e é tido por muitos como o álbum que antecipou o estilo de vida do século 21.
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Arcade Fire – Funeral
Quando chegou às prateleiras, em setembro de 2004, Funeral aparentava ser apenas mais uma promessa indie a cair no esquecimento. Em sua semana de estreia, não passou das 4.782 cópias vendidas.
Dez anos mais tarde e lá estão os canadenses encabeçando o line up do Glastonbury Festival…

sábado, 17 de outubro de 2015

Fotos raras dos Beatles tiradas por Ringo Starr

Ringo Starr estava em sua casa quando resolveu fazer uma faxina, não é que achou uma mina de ouro? Essas fotos foram todas tiradas pelo ex-beatle e ficaram por décadas guardadas. O baterista ressuscitou essas marvilhas que ele provavelmente encontrou enterradas sob os vários artigos relacionados a banda que ele colocará a leilão ainda este ano.
Confira algumas dessas fotos raras dos Beatles, pois o resto, só comprando o livro 😉
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

7 grandes nomes da Música que morreram aos 27 anos

O “Clube” dos 27

Provavelmente você já ouviu falar da “crise” ou do “clube” dos 27 anos. Isso nada mais é do que uma lenda conspiratória que descreve alguns grandes e lendários ícones da música e suas mortes – algumas conhecidas e outras nem tanto.
Neste breve infográfico abaixo, você confere alguns desses artistas e suas mortes. Essa paranóia que algumas pessoas têm agravou ainda mais em 2011 com a morte da cantora Amy Winehouse, também por motivos semelhantes aos outros antecessores. Existe até um livro sobre isso “Amy e o  Clube dos 27” lançado recentemente pela editora LEYA.
Ser um astro da música e ter 27 anos é quase que uma maldição?
Fãs de Amy Winehouse e do exército de estrelas da música que encontraram um fim muito breve vão se encantar com este livro. Quando Kurt Cobain morreu, um repórter bateu na porta de sua mãe, Wendy O’Connor, que disse com pesar: “Agora ele foi embora, entrou para esse clube idiota. Eu disse para ele não fazer isso…”. O malfadado clube é o de grandes artistas que morreram no auge do sucesso, aos 27 anos de idade.
crise 27
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