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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

[Resenha] - Um amor, um café e Nova York 2 - Augusto Alvarenga

Editora: D'plácido

Lançamento: 2015
Gênero: Romance nacional / Literatura juvenil
Número de páginas: 114

ISBN: 978-85-917914-1-5


Dois anos depois de se mudar para Nova York ao lado de seus dois melhores amigos, Marina e Pedro, a carreira como cantora da jovem Camila estava nas alturas. Reconhecida nacional e internacionalmente, ela conseguiu realizar o seu sonho. Mas seu coração ainda estava no Brasil, aonde residia seu amor, Guilherme, que infelizmente não mandava mais notícias. Até o dia em que, sem avisar, ele aparece na porta do apartamento de Camila. Mas o que poderia ser um encontro romântico agradável acabou em um consenso de separação de ambos os lados. 
Camila continuou sua vida de shows em Nova York e Guilherme voltou para o Brasil com o coração arrasado. 


Algum tempo depois, Marina e Pedro decidem que Camila precisa de um período de folga da carreira e a convencem a viajar para o Brasil para rever a família e os amigos. Depois de um tempo relutante, ela decide aceitar a viagem. Novamente em solo brasileiro, Camila quer aproveitar o tempo para descansar, mas devido à sua fama, essa tem sido a única coisa que ela não consegue fazer. Ao invés disso, divide seu tempo organizando eventos no Brasil e pensando no que Guilherme poderia estar fazendo, ou se ele saberia que ela estava ali. Porém, quando acidentalmente ela descobre que Guilherme já está em um novo relacionamento, Camila decide fazer de tudo para provar para o rapaz que a vida dela agora é o mar de rosas que ela sempre sonhou, mesmo sem ele ao seu lado. Mas será que ela estará preparada para tudo o que esta nova etapa da sua vida irá lhe trazer?
"Respirei fundo e tentei encontrar algo que fizesse sentido naqueles últimos vinte minutos, e não consegui. Acho que nada do que ele disse fazia sentido. [...] Ele me queria ao lado dele, mas me mandou para Nova York e não quis me seguir. Mas agora ele estava aqui porque precisava me falar as verdades dele, de madrugada, poucos dias antes do meu show e agora - mais uma vez - ele iria embora e me deixaria mais perdida, confusa e magoada."
Quem já leu a resenha do primeiro livro sabe que algumas coisinhas me deixaram um pouco incomodada no desenvolvimento da história, como um romance mais "água com açúcar" ou o fato de que tudo acontecia muito rápido, mas que independente disto, achei o livro bom! Quando peguei para ler "Um amor, um café e Nova York 2", não esperava que tanta coisa fosse mudar! Neste livro, eu senti o quanto houve um amadurecimento desta nova história, tanto por parte dos personagens, como da narrativa do próprio autor, que me surpreendeu demais com este livro! O segundo livro é narrado exclusivamente pela Camila, que nos conta suas incertezas sobre a viagem ao Brasil, sua confusão de sentimentos a respeito de Guilherme e Phelipe (sim, tem rapaz novo no pedaço!) e sobre as novas oportunidades na sua carreira de cantora. Mas o que eu mais gostei nele foi a diversidade: no primeiro livro, tudo era mais focado na Camila e no Guilherme em Nova York, já que este foi o cenário de quase todo o livro. Neste, já temos vários outros personagens envolvidos e muitos locais diferentes, o que na minha opinião deu um ar mais descontraído. 


Adorei também as referências que o autor fez à vários pontos turísticos brasileiros, como o conjunto de Pampulha em Belo Horizonte. Augusto Alvarenga desde o primeiro livro conseguiu se expressar bem na descrição dos ambientes e isto sempre foi um ponto muito interessante!

E não posso deixar de lado o personagem novo, né? Citei o Phelipe na resenha pois ele é alguém que claramente tem o poder de mudar todo o rumo da história! É mais do que óbvio que a Camila fica atraída pelo novo rapaz (afinal, é um romance!). O livro termina com um gostinho de quero mais, pois quando você acha que já consegue imaginar o rumo das coisas, você percebe que está enganado/a! O relacionamento dela com o Phelipe é completamente diferente do que ela mantinha com Guilherme no primeiro livro e, mesmo eu preferindo o Phelipe, o autor não deixou nenhuma brecha para a gente saber como tudo isso vai terminar! 

Ouvi dizer que "Um amor, um café e Nova York" será uma trilogia. Não sei dizer se isto é verdade, mas torço ansiosamente por um próximo livro (porque tem que ter um próximo!!!) e mal posso esperar para descobrir o rumo das coisas! Enquanto isso, indico à todos vocês este romance nacional leve e divertido.



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