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domingo, 8 de novembro de 2015

A Menina que Roubava Livros - Resenha Crítica

Olá pessoas, tudo bem com vocês?

Hoje vou falar de um dos livros que mais me emocionaram e me entusiasmaram durante a leitura. Sem dúvida, este foi um dos que mais me prendeu e um dos que mais re-li até hoje. Apresento-lhes A Menina que Roubava Livros. 


Título: A Menina que Roubava Livros

Autor: Markus Zusak

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 480

Avaliação de conteúdo: 5/5
                      capa: 3/5
                      diagramação: 5/5
"Não ir embora: Ato de amor e confiança."


Resenha

Uma mãe pobre não tem como cuidar mais de sua filha e o governo a manda para uma nova família. Assim começam as aventuras de Liesel Memminger, uma menina loira na Alemanha hitlerista. Palavras, uma mãe, a morte, um pai, alguns livros, um judeu no porão, acordeon, cigarros, algumas crianças e um corredor americano negro, esses são os meios de trazer a história para você e, sinta-se privilegiado, quem a conta é a morte... não falarei mais nada, cada um que descubra sozinho o desenrolar das aventuras da pequena saumensch.


Crítica

Primeiramente tenho que dizer uma coisa: esta foi a melhor narrativa que eu já li. Sem nenhuma dúvida, o jeito como é apresentada a história modifica totalmente a capacidade de criar carisma com as personagens e, justamente por isso, considero-o como um dos melhores livros da atualidade. 

Quem é que tem a ideia de fazer um livro narrado pela morte? A capacidade de criação literária do autor é estupenda e o jeito com que as personagens são apresentadas é nada mais do que genial! Quando o li pela primeira vez, fiquei estupefato logo nas primeiras páginas. A morte como narradora apresenta algumas vezes no meio do texto pequenas notas sobre seu ponto de vista, e isso enriquece - e muito - a narrativa, criando assim um afeto pelo narrador que, para mim, só é comparável com os narradores de “A Hospedeira”. Sem contar o uso das palavras, Zusak diz no começo do livro que as palavras são importantes e ele mostra o poder do significado de cada uma, a força delas, o poder de tudo aquilo que aprendemos a falar e sequer imaginamos como isso pode mudar uma vida.
O enredo também não desaponta os leitores de forma alguma.  Acredito que a literatura carece de mais livros que sigam essa linha e que contenham a história de famílias alemãs durante a segunda guerra mundial, pois é mais comum lermos sobre judeus perseguidos ou alguma outra coisa sobre os aliados mas nunca sobre o ponto de vista alemão. Mesmo a família de Liesel sendo contra o nazi-fascismo hitlerista, a história se desenrola de uma forma inovadora e surpreendente, desde ajudar um judeu escondendo-o em seu porão até resgatar livros de uma fogueira nazista.
Os personagens são muito bem estruturados, deixando seus ideais bem claros do começo ao fim da trama. Uma vez eu li pichado numa parede “cada persona és un mundo”; aquilo ficou gravado dentro da minha mente e,  Zusak faz isso com perfeição, mostrando como cada pessoa naquela rua com nome de céu é diferente da outra na casa ao lado, desde o boêmio acordeonista fumante que Liesel chama de pai até a nazista louca  que vende doces. Todos são pessoas, e com isso você tem um grande engrandecimento como pessoa, você aprender a compreender melhor as diferenças de cada um e a respeita-las. Sem duvida é um livro que irá mudar sua vida, assim como mudou a minha. Toda vez que me sinto só, venho buscar nas paginas desse livro, já corroído pelo uso, que conta a historia de amizade, sobretudo a amizade, um pouco de paz de espírito.


Este livro fez e ainda faz muito sucesso, então acredito que vários leitores daqui do blog já o tenham lido. Portanto,gostaria de saber o que esta história significou para vocês!

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