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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

FILME: Sylvia – Paixão Além das Palavras O veneno da insegurança

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Gosto muito de prestigiar autoras de diversos estilos literários. De ficções históricas a romances ingleses, permito-me reservar um (pequeno) espaço para a poesia de Sylvia Plath. Confesso, porém, que não me interesso apenas por seu trabalho, mas também por sua biografia. Foram muitos nós e embaraços durante uma vida interrompida precocemente.

Em 1994, a autora Janet Malcolm lançou a biografia A Mulher Calada, obra que reúne detalhes dos passos de Sylvia e Ted Hughes, seu marido e também poeta. Além disso, o livro ainda discute os limites da biografia – mostrando, especialmente, as dificuldades de transportar uma vida para as páginas de um livro sem ser parcial ou tendencioso.
O resultado é uma leitura deliciosa – até para quem não está familiarizado com o drama da poetisa, ouso dizer. Também o filme que biografa os passos de Sylvia se vale de tal adjetivo: dirigido pela cuidadosa Christine Jeffs, o drama Sylvia – Paixão Além das Palavras revive alguns dos momentos cruciais da vida da escritora.
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São passagens sobre a luta artística travada por Sylvia e, sobretudo, a respeito dos entraves que apareceram no meio do caminho – com o casamento e o nascimento dos filhos. O fim trágico não é explicado, e aí está o grande acerto: tanto nas páginas de Janet como no (ótimo) filme de Christine não há espaço para uma ilógica investigação sobre o suicídio de Sylvia.
Interpretada por Gwyneth Paltrow nas telonas – na melhor atuação de sua carreira –, Sylvia vive em constante estado de insatisfação. E faz dele seu inimigo pessoal, seu bloqueio artístico e, acima de tudo, seu veneno diário.
Angelo Capontes Jr.

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