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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Além do Planeta Silencioso (Resenha) de C.S LEWIS

Segundo a lenda (escrita pelo biografo  A. N. Wilson), um dia, durante uma conversa com J.R.R. Tolkien(isso mesmo, o cara do Senhor dos Anéis) Lewis  se lamentou do estado da ficção cientifica da época e eles entraram em um acordo, onde Lewis escreveria um livro sobre viagem espacial e Tolkien faria um sobre a viagem no tempo. Tolkien nunca terminou seu livro, já Lewis escreveu uma trilogia.

A Trilogia Espacial ou Trilogia Cósmica, como é conhecida, engloba os livros Além do Planeta Silencioso,Pelerandra e Uma Força Medonha. O Personagem central é Elwin Ransom, um filólogo (profissão de Tolkien) que durante suas férias gosta de fazer caminhadas (advinha quem também ama fazer isso? Tolkien). E é em uma dessas caminhadas que começa o primeiro livro. Ele encontra uma senhora preocupada por seu filho não ter voltado do trabalho ainda e resolve ajuda-la buscando-o, depois de alguns problemas com conhecidos que tentavam sequestrar o jovem, Ransom acorda em uma nave espacial saindo da  orbita terrestre.
Com respostas curtas para poupar o oxigênio da nave, os raptores de Ransom explicam que estão levando ele para um planeta chamado Malacandra e que esse planeta se situava no nosso sistema solar, embora se recusem a informar qual o nome “terráqueo” desse planeta.
Ao chegar ao destino, depois de um mês de viagem, Ransom consegue escapar de seus raptores em terreno desconhecido e possivelmente hostil e acaba por encontrar uma raça inteligente: Os Hrossa, uma espécie de homem-lontra que tem um estilo de vida quase que tribalistico, e acaba passando meses com esse povo, graças a sua profissão acaba aprendendo o Solar Antigo, idioma original do sistema solar o qual a Terra parou de falar no evento da Torre de Babel, por isso é conhecido como o Planeta Silencioso.
Após alguns eventos, Ransom acaba por conhecer as outras duas raças de Malacandra e percebe a diferença cultural deles para com os terráqueos, desconhecendo o que é o assassinato, lei, ciência e até mesmo o mal, sendo alguém mal conhecido como “torto”, mas em Malacandra não há ninguém assim, pelo menos até a chegada do homem.
A narrativa é quase que em primeira pessoa. Lewis escreve o livro como se Ransom (um nome falso para proteger a integridade de Tolki… digo, o Ransom verdadeiro) de fato existisse e tivesse contado os eventos para ele, sendo assim, os raptores de Ransom acabam quase que esquecidos durante os meses que Ransom viveu com os Hrossa. No fim do livro há uma carta de Ransom para Lewis e o primeiro capitulo de Perelandra é escrito em primeira pessoa, do ponto de vista de Lewis. As descrições são mais do que o bastante para você viver aquele cenário onde Ransom se encontra e encontrar-se com as raças marcianas, além de cada sensação de Ransom ser totalmente compartilhada com o leitor.
A principio Além do Planeta Silencioso é um livro de ficção cientifica Soft. Lewis não se aprofunda nos detalhes mecânicos ou conceitos da física muito específicos, mas ele explica como a nave tem um suprimento de oxigênio limitado, explica como não há mais dia ou noite dentro da nave e leva em consideração a gravidade de Malacandra ser menor que da Terra dentre vários outros detalhes que qualquer leigo entende com facilidade, mas ele faz questão de explorar.
Além disso ele faz algumas referencia ao cristianismo (muito mais obvias e explicitas que as que ele faz nas Crônicas de Nárnia) sendo bem ousado nesse ponto, pondo anjos e demônios como uma raça extra terrestre, sendo o próprio Jesus dessa raça. Essa mesma raça, segundo essa mitologia, havia se apresentado a terráqueos e os adotaram como deuses, explicando assim os panteões antigos.
Titulo Original: Out of Silent Planet
Ano: 1938
Autor: C. S. Lewis
Edição brasileira: Martins Fontes, 2010: Além do Planeta Silencioso.
Texto escrito e enviado por Guilherme Melendi de Moraes.

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