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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Teorema Katherine de John Green


ISBN: 9788580573152
Tradutor: Renata Pettengill
Ano: 2013
Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Pontuação: ♥ ♥ ♥  
Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler o livro A Culpa é das Estrelas do autor e não posso comparar um livro com o outro. Mas pelo que percebi, o estilo escolhido por John Green em O Teorema Katherine foi totalmente na contramão do ACEDE.

Em O Teorema Katherine conhecemos Colin Singleton, um garoto que ama anagramas, um verdadeiro prodígio que tem uma dificuldade imensa em socializar. Tanto que conseguiu fazer apenas uma amizade no colégio:Hassan.  Um belo dia, Collin leva o pé na bunda de sua décima nona namorada.
“Então ficou deitado ali imaginando se o seu pesar pararia, e repetiu mentalmente a já decorada mensagem, e quis cair no choro, mas em vez disso sentiu apenas uma dor no plexo solar. Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas. Mas o sentimento que Colin carregava era um macabro choro ao contrário. Era você menos alguma coisa. Ele ficou pensando naquela expressão — para sempre — e sentiu uma queimação logo abaixo da caixa torácica. Doía como a pior surra que já tomara. E ele já havia tomado muitas.”
O pior é que todas as suas namoradas tinham exatamente o mesmo nome: Katherine. Há algo errado ai, não é!?Collin bola um teorema que determinará quanto tempo um relacionamento durará, e qual dos dois terminará, determinando quem será o Terminante e o Terminado! Afinal, todo relacionamento é previsível, não é!? Bem, talvez não seja tão fácil assim resolver o problema. Ele e seu amigo Hassan partem em uma jornada sem rumo, pegando a estrada! No fim das contas, os rapazes acabam parando em Gutshot, no Tennessee. Lá eles conhecem Lindsey, que será muito importante na trama.

O livro tem um humor que me agradou bastante, com personagens inteligentes e bem construídos. A narrativa (que é em terceira pessoa) do tio Green também não deixa nada a desejar: envolve, cativa e nos faz querer devorar o livro com sua fluidez. O Teorema Katherine me proporcionou agradáveis horas de distração.

Agora, uma coisa que me incomodou um pouco no livro foi justamente o Collin. Sim, confesso! Achei ele um tanto enjoado e depressivo. A verdade é que, de modo geral, ele é um personagem bem irritante. Não consegui me simpatizar muito com sua personalidade. Por outro lado eu adorei seu amigo Hassan! Ele é um dos melhores personagens da história! Sério! Ele garante a diversão no livro, ele é muito hilário! Ele serviu como um ótimo balanceador para a melancolia de Collin. Mas mesmo não simpatizando tanto com o personagem, fiquei realmente admirada com a profundidade de seus pensamentos.

Apesar disso, como disse, o livro é muito gostoso de ler! Eu adorei o humor presente na história, assim como o enfoque diferente que John Green deu para o tão temido assunto: término de namoro. Fora isso, eu adorei o modo como Green brinca com as ideias e pensamentos dos personagens, e com suas emoções. Tirei diversosquotes maravilhosos do livro, e também algumas lições importantes e sutis: superação, nunca desistir... e acima de tudo saber que não é algo grandioso que vai tornar você inesquecível ou importante, e sim o que você faz a cada dia, em cada momento da sua vida. John Green mais uma vez usando sua história para nos passar sua mensagem.
“É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir.”
“Alguma vez você já se perguntou se as pessoas gostariam mais ou menos de você se pudessem vê-la por dentro? Sempre me pergunto isso. Se pudessem me ver do jeito que eu me vejo, se pudessem viver nos meus pensamentos, será que alguém, qualquer pessoa, me amaria?” 
“Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes — talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.”

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