Barra de vídeo

Loading...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Filme: Dior e eu (2015)

Dior e Eu, filme de Frédéric Tcheng, apresenta o mundo da grife Christian Dior, através da chegada do novo diretor criativo, Raf Simons, nos levando a acompanhar a criação de sua primeira coleção de alta-costura. A princípio, com o tema e a história contada, o filme poderia parecer feito para um público muito específico, os amantes de moda ou/e do glamour da alta sociedade. No entanto, a opção por mostrar o lado humano da criação da alta-costura aproxima o filme do público em geral, nos levando durante os 90 minutos da película a acompanhar parte do processo de criação de Raf Simons e da equipe da Dior.
dior-e-eu-filme-estreia-raf-simons-christian-dior-1 Para focar no que há de humano no universo da moda, Tcheng opta por closes, mais do que mostrar o que está sendo feito. Assim, ao invés do distanciamento que poderíamos ter em relação a personagens que se encontram em um universo milionário, nos aproximamos e nos identificamos com as dificuldades de criação, ousadia, irritação, problemas de relacionamento, etc. que em geral qualquer trabalho em nossa sociedade se têm. A fotografia também opta por uma iluminação naturalista, em que a luz do sol parece dominar e criar um branco universo, como se estivéssemos presenciando a existência de uma pureza. Essa busca por algo quase que sacro é a grande deficiência do filme, pois podemos perceber que o diretor possui uma enorme admiração tanto pelo mundo da moda, como pelo trabalho de Simons, o que o impede de apresentar mais contundentemente as contradições e defeitos do universo retratado. Mesmo assim, a crítica está lá, através da escolha de algumas imagens, do enfoque que dá em parte da coleção que está sendo construída e do recurso de regravação de diálogos – vemos como de muitas maneiras o estilista cópia ao invés de criar, como há falsidades, desde medos inexistentes a rostos cheios de plásticas. É interessante notar o recurso de regravação citado, o que leva as falas a soarem mecânicas. Sendo assim, o filme critica, mas como se a obra fosse encomendada pela Dior, ele não consegue ser mais que sutil. Outro problema é o ritmo, que se perde em alguns momentos, fruto de informações que não agregam nada ao filme e que travam o desenrolar dele. Felizmente este é um defeito que acaba tendo pouca importância. Dior e Eu é bom e interessante e vale a pena ser assistido, mas infelizmente não consegue se fazer maior, principalmente pela dificuldade de ir mais a fundo em sua crítica. É pois um filme sutil que humaniza as relações de trabalho no universo da moda da alta-costura e parece tentar mostrar as falsidades que existem no luxo deste mesmo universo. Trailer FICHA TÉCNICA Título original: DIOR ET MOI Direção: Frédéric Tcheng Roteiro: Frédéric Tcheng Produção: CIM Productions Fotografia: Gilles Piquard Edição: Julio Perez IV Gênero: Documentário País: França Ano: 2015 COR Tempo: 90 minutos



Todos os direitos reservados por Blah Cultural 2014. Este texto está protegido contra cópias. Se deseja obter nossa matéria, entre em contato com nossa redação através do email: redacao@blahcultural.com ou contato@blahcultural.com.

Nenhum comentário:

Postar um comentário